Rancho Zorro: Mistério e Crimes de Epstein? Investigação aponta para enterros secretos e possível rede de abuso no Novo México. Detalhes chocantes vêm à tona!
O Departamento de Justiça do Novo México está conduzindo uma investigação após receber documentos do Departamento de Justiça dos EUA que apontam para um possível crime envolvendo o falecido Jeffrey Epstein. As alegações, divulgadas em documentos liberados, sugerem que Epstein ordenou o enterro de duas jovens estrangeiras nas proximidades de seu rancho, conhecido como Rancho Zorro, localizado no remoto interior do estado.
A porta-voz do Departamento de Justiça do Novo México, Lauren Rodriguez, confirmou que o órgão solicitou ao Departamento de Justiça dos EUA uma cópia do e-mail de 2019 que contém a acusação, buscando aprofundar a investigação sobre o caso.
A investigação começou na terça-feira, 17, com a iniciativa de legisladores estaduais do Novo México, que estão analisando atividades passadas no rancho isolado no deserto. Um painel bipartidário de quatro representantes da câmara estadual está investigando a possibilidade de que o rancho tenha sido utilizado para atividades de abuso sexual e tráfico sexual.
Além disso, os legisladores buscam entender por que Epstein não foi registrado como agressor sexual após se declarar culpado de aliciar uma menor de idade para prostituição em 2008, e se houve alguma forma de corrupção envolvendo funcionários públicos.
A deputada estadual democrata Marianna Anaya, de Albuquerque, membro da Comissão da Verdade, enfatizou a importância de obter informações sobre qualquer abuso ocorrido no rancho ligado a Epstein e outras pessoas envolvidas. “Este criminoso não poderia ter agido sozinho”, afirmou Anaya, “ele não conseguiria comandar uma rede de prostituição sozinho, não conseguiria cometer esse tipo de crime financeiro sozinho.
Portanto, nós, como comissão, sabemos que os cúmplices também devem ser responsabilizados, incluindo o próprio Estado, se necessário”. A comissão está aberta para receber informações com total confidencialidade.
O rancho, originalmente comprado por Epstein em 1993 do ex-governador democrata Bruce King, apresentava uma mansão de 2.480 metros quadrados construída no topo de uma colina, com uma pista de pouso particular. Em 2023, a propriedade foi vendida para a família de Don Huffines, um candidato republicano ao cargo de controlador estadual do Texas, que a renomeou para Rancho San Rafael, em homenagem a um santo associado à cura.
Huffines garantiu que a família planeja administrar um retiro cristão no local e que qualquer pedido de acesso por parte das autoridades policiais será atendido com cooperação imediata.
Em 2019, o gabinete do procurador-geral do estado confirmou que estava investigando o caso e havia entrevistado possíveis vítimas que visitaram o rancho. Em 2023, o Procurador-Geral do Novo México, Raúl Torrez, ordenou uma investigação sobre as empresas financeiras utilizadas por Epstein e suas obrigações legais, resultando em acordos com dois bancos que destinam US$ 17 milhões para a prevenção do tráfico de pessoas.
A comissão da verdade, liderada por Andrea Romero e William Hall, busca preencher lacunas de informação sobre as atividades de Epstein no rancho, que ficou a cerca de 56 quilômetros de Santa Fé. O painel tem um orçamento superior a 2 milhões de dólares e possui poder de intimação.
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