Rede Sustentabilidade Expressa Indignação com Decisão de Marina Silva
A direção nacional da Rede Sustentabilidade manifestou, nesta terça-feira, 8 de 2026, grande perplexidade e indignação com o anúncio feito por Marina Silva. A ex-ministra do Meio Ambiente comunicou no último sábado, 4, sua decisão de permanecer no partido.
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Em nota oficial, a sigla acusou Marina de se recusar a dialogar com o diretório partidário. Além disso, o partido alegou que não houve qualquer questionamento sobre sua filiação ou sugestão de desligamento por parte da organização.
Posicionamento do Partido e Histórico de Tensões Internas
O comunicado, liderado por Paulo Lamac, enfatizou que a Rede Sustentabilidade não possui um “dono” e foi estruturada para acolher divergências, sem se submeter a vontades individuais. A legenda relembrou momentos passados de grande tensão interna.
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Memória de Divergências Políticas
Foram citados episódios em que Marina defendeu posições consideradas desconfortáveis para parte do partido. Exemplos incluem o apoio a Aécio Neves em 2014, a defesa do impeachment e a concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro.
A nota ressaltou que, mesmo diante de mudanças políticas significativas, nunca houve sanção, censura ou perseguição contra ela. A direção também rebateu acusações de autoritarismo, afirmando que não atender pretensões pessoais de uma liderança é um compromisso com a vida democrática interna.
Apoio Político e Caminhos Futuros da Rede
Segundo o texto divulgado, não houve expulsões de membros e as recentes saídas não foram resultado de perseguição. O partido classificou a judicialização promovida por aliados de Marina como “lawfare”, mantendo a validade da atual direção.
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A Rede Sustentabilidade reafirmou seu alinhamento político, mantendo o apoio a candidaturas alinhadas ao campo progressista. O partido reiterou seu compromisso com a reeleição de Lula, o apoio a Haddad em São Paulo, e causas como justiça social e combate à crise climática.
Disposições sobre Candidaturas
A sigla concluiu que quaisquer decisões sobre apoios e candidaturas serão tomadas internamente, por meio do diálogo, mas sem qualquer tipo de interferência externa. Marina Silva, por sua vez, anunciou que permanecerá na Rede Sustentabilidade e colocará seu nome à disposição para disputar a vaga no Senado por São Paulo.
A ambientalista indicou que pretende concorrer na segunda vaga da chapa, ao lado de Simone Tebet, e destacou seu compromisso com a construção de um campo democrático plural e diverso.
