O inchaço nas pernas é uma queixa bastante comum, especialmente no final do dia. Muitas vezes, a explicação é simples: o calor, o tempo em que ficamos em pé ou alterações na circulação sanguínea. Essas causas são frequentes, mas nem sempre representam o quadro completo.
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Em alguns casos, o inchaço pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando adequadamente, o que exige uma avaliação cuidadosa para evitar que um problema se agrave sem ser detectado.
Os rins desempenham um papel fundamental na saúde do nosso corpo, regulando o equilíbrio de líquidos e sais. Eles filtram o sangue constantemente, eliminando o excesso de água e controlando os níveis de sódio, o que, por sua vez, ajuda a manter a pressão arterial em níveis saudáveis.
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Quando essa capacidade de filtração está comprometida, pode ocorrer uma retenção de líquidos, que se manifesta como inchaço nas pernas e outras áreas do corpo.
Em casos de origem renal, o edema tende a aparecer nas áreas mais baixas do corpo, como pés, tornozelos e pernas, devido à ação da gravidade. Inicialmente, o inchaço pode ser leve e intermitente, o que dificulta a identificação de um problema.
Com o tempo, o acúmulo de líquidos pode se intensificar, afetando também as mãos, pálpebras e, em casos mais avançados, a região abdominal. É importante ressaltar que nem todo inchaço é causado pelos rins.
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Problemas venosos, como a insuficiência venosa crônica, podem causar inchaço que piora ao longo do dia e melhora com a elevação das pernas. O inchaço de origem cardíaca geralmente está associado a sintomas como falta de ar e cansaço ao se esforçar.
Além disso, a gravidez, o uso de certos medicamentos, distúrbios hormonais e doenças hepáticas também podem ser responsáveis pelo inchaço. Nos casos renais, o edema tende a ser mais uniforme, podendo surgir mesmo em repouso e não melhorar completamente com a elevação dos membros.
A presença de proteína na urina é um sinal importante que pode indicar um problema na função renal.
O inchaço nas pernas deve ser investigado quando persiste, piora progressivamente ou surge sem uma causa aparente. Pessoas com hipertensão, diabetes, doenças autoimunes, histórico familiar de doença renal ou que utilizam medicamentos específicos precisam ter atenção redobrada.
A avaliação médica começa com um exame físico detalhado e inclui exames laboratoriais, como a dosagem de creatinina no sangue, análise de urina e pesquisa de proteínas urinárias. Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários para identificar a causa do edema.
Quanto mais cedo uma alteração renal é identificada, maiores são as chances de controlar a progressão da doença e evitar complicações. O inchaço pode parecer um sintoma banal, mas, quando persistente, merece atenção. Embora frequentemente relacionado a problemas circulatórios, também pode ser um sinal de doença renal. Investigar a causa é um passo essencial para proteger os rins e preservar a saúde de forma integral. Dra. Carlucci Ventura – CRM/SP 75746 Nefrologista Membro da International Society of Nephrology Membro da Brazil Health
