Romeu Zema Defende Flexibilização do Trabalho e CLT Opcional

Romeu Zema propõe flexibilização da CLT e modelo de trabalho flexível para impulsionar a economia brasileira em 2026

22/06/2026 18:07

3 min

DOUG PATRÍCIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
DOUG PATRÍCIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez declarações robustas sobre a economia e o mercado de trabalho na última segunda-feira (22). Em Brasília, durante o evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Zema criticou medidas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa alterar a jornada de trabalho de 6×1.

O ex-governador defendeu a flexibilização das relações empregatícias, argumentando que o Brasil necessita de um regime de trabalho mais adaptável às necessidades do século XXI.

Reforma Trabalhista e o Modelo de Trabalho Flexível

Zema iniciou suas falas destacando que a produtividade deve ser o motor para o aumento da renda em qualquer economia global. Ele manifestou preocupação com a crença popular em soluções legislativas simplórias, como a alteração da escala de trabalho, que, segundo ele, não garantem o enriquecimento nacional. “Infelizmente, o brasileiro, às vezes, ainda acredita nesse tipo de coisa, como está aí a questão da escala 6×1”, afirmou o ex-chefe do estado, acusando o governo federal de, na visão dele, “criminalizar o setor produtivo”.

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Em relação às regras trabalhistas, o pré-candidato reforçou seu apoio a uma CLT opcional, que permita o regime de trabalho por hora. Ele comparou a escolha de um regime de trabalho à decisão de um casamento, onde o indivíduo pode optar por diferentes regimes de bens. “Eu quero criar uma opção: regime de trabalho por hora”, destacou, argumentando que o trabalhador deveria ter alternativas além da CLT atual.

Zema reiterou que o país deveria retornar, no mínimo, às diretrizes da reforma trabalhista aprovada em 2017, buscando avançar ainda mais nesse sentido. Ele fez questão de enfatizar que, apesar da resistência da esquerda em flexibilizar a CLT, o mercado de trabalho deve oferecer múltiplas opções.

Privatizações e o Combate à Gastança Governamental

Em um segundo bloco de declarações, o ex-governador abordou a necessidade de ajustes macroeconômicos profundos. Zema defendeu a redução da taxa de juros e uma revisão rigorosa dos programas sociais vigentes. Ele alertou que a manutenção dos juros altos, causada pelo que ele chamou de “gastança”, prejudica o investimento e o desenvolvimento dos negócios.

O candidato também apontou a necessidade urgente de uma nova reforma da Previdência, argumentando que o aumento da expectativa de vida dos cidadãos exige que os números do sistema sejam reajustados. Sobre os programas de auxílio, ele fez uma crítica contundente, sugerindo que indivíduos que receberam múltiplas propostas de emprego formal e recusaram, talvez não estejam aptos a receber suporte governamental, alertando sobre a criação de uma “geração de imprestáveis”.

Em um tom mais amplo, Zema defendeu a ampla privatização de estatais, afirmando que não há setores que devam ser mantidos sob controle estatal. Ele criticou a gestão atual, defendendo que o país precisa de uma reestruturação econômica profunda.

O discurso foi acompanhado por críticas ao modelo atual, que ele considera um entrave ao crescimento. O candidato reforçou que o Brasil precisa de um ambiente de negócios mais livre e menos burocrático.

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