Rosana Richtman detalha riscos de hepatites em procedimentos médicos

Rosana Richtman adverte sobre riscos de hepatites após procedimentos médicos cotidianos com foco na prevenção.

16/07/2026 09:19

3 min

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O Julho Amarelo é o mês dedicado à conscientização e ao combate às hepatites virais. Nesse período, profissionais da saúde reforçam a importância vital do diagnóstico precoce e das medidas preventivas contra essas infecções que afetam diretamente os rins.

Transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado, as doenças podem causar desde alterações leves até problemas de gravidade extrema no fígado, como cirrose ou câncer hepático. Apesar dos avanços significativos em tratamentos e vacinação nos últimos anos, elas ainda representam um desafio considerável para toda a rede pública de assistência médica porque costumam evoluir sem apresentar sintomas visíveis na maioria dos casos.

Dados sobre o impacto da hepatite virais

Segundo dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, os números são alarmantes: entre 2000 e 2024, foram registrados mais de 826 mil casos confirmados no Brasil. A distribuição desses diagnósticos mostra que as principais responsáveis por essa carga viral ainda são a hepatite C (responsável pela maior fatia em 41,5%) seguida pelas ocorrências de hepatite B (36,6%.

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Embora o acesso à vacinação tenha feito cair drasticamente taxas de mortalidade nas últimas décadas, especialistas alertam para um ponto crucial: mesmo com normas rigorosas de biossegurança reduzindo riscos gerais na sociedade moderna, dúvidas persistem sobre procedimentos cotidianos.

Prevenir é saber identificar os mitos e verdades

A prevenção exige atenção redobrada até nos hábitos mais comuns. Por exemplo, em situações como fazer tatuagens ou realizar tratamentos estéticos que envolvam pequenos cortes, há risco real se não houver esterilização adequada dos materiais utilizados no processo clínico.

“Hoje existem normas sanitárias bastante rígidas para estabelecimentos que realizam tatuagens e piercings,” explica Dra. Rosana Richtmann, infectologista do laboratório Exame (marca da Dasa) no Distrito Federal. Ela reforça o alerta de que quando essas recomendações são seguidas corretamente, “o problema está nos procedimentos realizados em locais sem fiscalização ou que reutilizam materiais perfurocortantes”.

Risco ao compartilhar objetos pessoais

Outro ponto frequentemente mal compreendido é sobre itens domésticos como alicates de unha ou lâminas de barbear. É um mito pensar que só há risco se houver sangue visível; na verdade, esses pequenos acessórios podem conter quantidades microscópicas capazes de transmitir vírus das hepatites B e C.

“É fundamental evitar o compartilhamento desses itens,” complementa a infectologista Rosana Richtmann. Ela esclarece ainda que mesmo pequenas lesões causadas por materiais perfurocortantes exigindo cuidado são essenciais para prevenir não apenas as hepatiites virais, mas também outras infecções graves.”

A importância do diagnóstico precoce

Um dos maiores desafios no combate às doenças é justamente porque muitas vezes elas evoluem sem sintomas aparentes ao longo de anos; grande parte das hepatites pode permanecer silenciosa.

“Esse é um desafio enorme nas hepatites virais,” destaca o Dr. Sandro Melim, hematologista do laboratório Exame. Ele alerta que em diversos casos os pacientes só descobrem a doença quando já há comprometimento hepático avançado e por isso “a realização de exames é fundamental”.

Assim também ocorre com materiais usados na manicure: alicates ou espátulas precisam ser esterilizados corretamente entre cada cliente para evitar qualquer risco biológico nos pequenos ferimentos causados pelo contato dos instrumentos contaminantes.”Joyce Castilho orientou sobre essa prática.

Atenção aos procedimentos estéticos

Por fim, especialistas reforçam o cuidado ao buscar serviços como manicures. É crucial observar se o estabelecimento segue boas práticas rigorosas de higienização profissional; caso contrário, optar sempre por utilizar exclusivamente materiais individuais e descartáveis é a medida mais segura contra possíveis contaminações virais do fígado.

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