Rússia e China vetam resolução da ONU sobre Estreito de Ormuz. Saiba o que motivou o bloqueio e o que esperar da navegação em 2026!
A Rússia e a China barraram uma resolução apresentada pelo Bahrein no Conselho de Segurança da ONU. O texto visava estimular ações defensivas coordenadas para facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz, que permanece praticamente fechado pelo Irã desde o início do conflito, há mais de um mês.
Na votação realizada nesta terça-feira, 7, a proposta obteve 11 votos a favor. O Paquistão, atuando como mediador, e a Colômbia optaram pela abstenção. Moscou e Pequim exerceram o poder de veto, conforme noticiado pelo jornal norte-americano The New York Times, por fazerem parte do grupo de membros permanentes.
O documento apresentado pelo Bahrein sugeria que os países interessados no Estreito de Ormuz deveriam coordenar esforços de natureza defensiva, compatíveis com as circunstâncias, visando a segurança da navegação na área.
Com o apoio dos Estados Unidos e de nações do Golfo, a resolução também pedia que o Irã interrompesse ataques a embarcações, cessasse restrições à liberdade de navegação e suspendesse ofensivas contra infraestruturas civis.
Diversos países da região consideram o bloqueio uma ameaça direta à sua segurança, devido às ações de retaliação iranianas iniciadas desde o começo do conflito.
Durante a sessão, os representantes da Rússia e da China na ONU apontaram os Estados Unidos e Israel como responsáveis pelo início da guerra e pelo agravamento da crise internacional.
Na semana anterior, Moscou e Pequim já haviam defendido a interrupção imediata das operações militares como prioridade. Após o resultado da votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein falou em nome de Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Jordânia.
“Expressamos nosso pesar pelo fato de a resolução não ter sido adotada”, declarou o chanceler. Ele acrescentou que “O Conselho não assumiu sua responsabilidade em relação a uma conduta ilegal que exige ação decisiva sem demora”.
A votação ocorreu horas após o prazo final para reabertura do Estreito, sem acordo até as 21h (horário de Brasília) desta terça-feira. O cenário é de crescente preocupação entre especialistas em direito internacional sobre possíveis crimes de guerra por ações americanas, enquanto novos ataques são registrados em território iraniano.
Em um contexto paralelo, o republicano escreveu em publicação na Truth Social sobre o futuro da região. Ele mencionou a possibilidade de um cenário de mudança de regime, sugerindo que algo “revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.
As declarações indicam uma intensificação no discurso do presidente, com a imposição de um ultimato ao Irã. Em manifestações recentes, ele citou a possibilidade de atingir alvos civis, como pontes e estruturas do setor elétrico, e afirmou que desataria “todo o inferno” contra o país.
Mesmo antes do prazo estipulado, parte das ações militares anunciadas já havia sido executada. O Exército de Israel reportou a destruição de oito pontes em diferentes regiões do Irã, enquanto os Estados Unidos atingiram uma instalação considerada estratégica para o escoamento de petróleo.
As autoridades locais indicaram que os alvos eram de natureza militar.
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