Rússia Impõe Retirada de Kiev do Donbass para Negociações de Paz Urgentes

Rússia Insiste em Retirada de Kiev do Donbass como Condição para Negociações de Paz
Em uma declaração emitida nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Rússia reafirmou sua principal exigência para o encerramento da guerra na Ucrânia. A posição russa permanece inflexível: a retirada completa das tropas ucranianas da região do Donbass, localizada no leste da Ucrânia e atualmente sob controle parcial de Moscou, é a única base para negociações de paz autênticas.
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, respondeu a questionamentos sobre declarações anteriores, feitas no último fim de semana, que sugeriam que o conflito estava próximo de chegar ao fim. Peskov enfatizou que “para que haja um cessar-fogo e uma oportunidade real de iniciar negociações de paz genuínas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve ordenar que o exército ucraniano pare o fogo e se retire do território do Donbass, abandonando as áreas controladas pela Rússia”.
A declaração ressalta a postura firme da Rússia em relação à região.
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Negociações Paralisadas e Tentativas de Trégua
As negociações entre Moscou e Kiev, que contam com a mediação dos Estados Unidos, estão estagnadas desde o início do conflito, no final de fevereiro. A situação se agravou após o anúncio do ex-presidente Donald Trump, em maio de 2025, de uma trégua temporária entre os países, com duração de 9 a 11 de maio, visando celebrar em Moscou a vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945.
No entanto, ambos os lados acusaram o outro de violar os termos da trégua, frustrando os esforços diplomáticos.
Território Ocupado e Reivindicações Russas
Atualmente, a Rússia controla aproximadamente um quinto do território ucraniano. Isso inclui a Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, a maior parte do Donbass, que é dividido nas regiões de Donetsk e Luhansk, e extensas áreas de Zaporizhzhia e Kherson, no sul da Ucrânia.
Moscou justifica a ocupação dessas regiões, alegando que elas foram resultado de referendos realizados em caráter de urgência e considerados ilegais pela maioria da comunidade internacional.
Volodymyr Zelensky rejeitou veementemente essas reivindicações, argumentando que ceder o controle dessas regiões equivaleria a uma rendição. O conflito, que começou em 2022, tem causado um número incalculável de vítimas e se tornou o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com centenas de milhares de mortos.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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