Tensão no Ártico: Rússia Nega Planos Agressivos Contra Groenlândia
A Rússia declarou nesta sexta-feira, 16, que não possui intenções agressivas em relação à Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca que tem sido objeto de reivindicações dos Estados Unidos. A justificativa americana para essa postura é evitar que a ilha passe a ser influenciada por Moscou ou pela China.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em entrevista à agência TASS, o embaixador russo na Dinamarca, Vladimir Barbin, enfatizou que a Rússia não representa ameaças aos países do Ártico e não utiliza métodos de pressão para expandir sua influência em áreas estratégicas da região.
Dinamarca e a “Narrativa da Ameaça”
Barbin criticou o que ele considera uma “narrativa da ameaça russa ou chinesa”, argumentando que países da OTAN, incluindo a Dinamarca, utilizam essa justificativa para aumentar a militarização do Ártico. Segundo o embaixador, essa expansão da presença da OTAN na região, com foco na Groenlândia, pode gerar um efeito contrário ao desejado, intensificando as tensões e comprometendo a segurança da região.
LEIA TAMBÉM!
Reação Russa e Defesa das Negociações
A declaração veio após comentários da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que afirmou que Moscou acompanha de perto a situação envolvendo a Groenlândia. Zakharova defendeu que quaisquer divergências devem ser resolvidas por meio de negociações, sempre com base no direito internacional.
A Rússia busca, portanto, uma solução pacífica para as questões territoriais.
Reivindicações Americanas e a Situação no Ártico
A tensão no Ártico ganhou força com declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que expressou a opinião de que a Groenlândia deveria estar sob controle americano. Trump considerou qualquer alternativa como “inaceitável” do ponto de vista da segurança nacional dos Estados Unidos, intensificando as discussões sobre o futuro da ilha e a presença de potências no Ártico.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
