Rússia Suspende Exportações de Fertilizante: Crise Global e Ameaças à Produção

Rússia fecha portos e suspende exportações de fertilizante! 🚨 Ameaça à produção global e impacto no Brasil. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Rússia Suspende Exportações de Nitrato de Amônio para Garantir Fornecimento Interno

A Rússia, um dos maiores produtores mundiais de nitrato de amônio, responsável por cerca de 40% do comércio global do fertilizante, anunciou na terça-feira uma suspensão temporária de suas exportações, com previsão de duração até 21 de abril.

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A medida visa assegurar o abastecimento adequado para a temporada de plantio da primavera, considerando a crescente demanda por fertilizantes no mercado internacional.

A decisão surge em um contexto de crise global de abastecimento, agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio de amônia, um componente essencial do nitrato de amônio. Essa restrição impacta significativamente a capacidade da Rússia de aumentar sua produção neste ano, já que a infraestrutura atual não permite expansões rápidas.

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Priorização do Mercado Interno e Impacto da Crise Global

O Ministério da Agricultura russo suspendeu todas as licenças de exportação de nitrato de amônio, além de não conceder novas licenças, exceto para contratos previamente estabelecidos com o governo. A Rússia detém cerca de um quarto da produção mundial do fertilizante, e a prioridade agora é atender às necessidades do mercado interno durante a temporada de trabalho de campo da primavera.

Desde 2021, a Rússia já impunha limites de exportação, incentivando os produtores a focarem no fornecimento doméstico. Os principais destinos das exportações russas de nitrato de amônio incluem o Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique, além de uma pequena quantidade para os Estados Unidos em 2024.

Empresas como Eurochem, Acron e Uralchem lideram a produção do fertilizante no país.

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Ataques a Fábrica de Dorogobuzh e Retorno da Produção

A situação se complica com os recentes ataques de drones ucranianos à fábrica de Dorogobuzh, pertencente à Acron, principal produtora de nitrato de amônio (cerca de 11% da produção russa). O ataque em fevereiro danificou significativamente a instalação, e a previsão de retorno à plena capacidade de produção não deve ocorrer antes de maio.

O nitrato de amônio é amplamente utilizado no início da temporada de plantio, e sua produção também serve para a fabricação de explosivos. A interrupção das exportações russas, combinada com os desafios de produção, pode gerar impactos significativos na oferta global de fertilizantes e, consequentemente, nos preços no mercado internacional.

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