A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira (19) que dissolve a Câmara Baixa do Parlamento, com a data estabelecida para o início em sexta-feira (23). A decisão ocorre após a convocação de eleições gerais para o dia 8 de fevereiro, conforme já era esperado por analistas e pela mídia japonesa.
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Em uma entrevista coletiva, Takaichi descreveu a situação como uma “decisão muito difícil”, reconhecendo que seu próprio futuro político está em jogo.
Contexto da Renúncia e Eleições Antecipadas
Takaichi assumiu o cargo após vencer as primárias do Partido Liberal Democrata (PLD) em outubro do ano passado, sucedendo a renúncia de Shigeru Ishiba. A pressão para convocar eleições antecipadas se intensificou, impulsionada pela mídia e pela expectativa de um novo ciclo político.
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Prioridades da Nova Gestão
A líder conservadora, a primeira mulher a liderar o governo japonês, defendeu que os objetivos de seu acordo de coalizão com o Partido da Inovação do Japão serão alcançados até 2026, caso recebam o apoio do eleitorado. A nova gestão pretende implementar políticas ambiciosas, buscando um novo período de crescimento e estabilidade.
Desafios e Críticas
O governo de Takaichi enfrenta um cenário político delicado, com uma estreita maioria no parlamento e uma posição minoritária na Câmara Alta. A decisão de convocar eleições antecipadas gerou críticas da oposição, que teme atrasos na aprovação do orçamento para 2026, especialmente em meio à inflação persistente e à estagnação salarial.
O Partido Democrático Constitucional (PDC) e o Komeito, um antigo parceiro do PLD, uniram-se para formar um novo partido de centro, o que pode dificultar as chances de Takaichi na eleição.
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