Sandra Marques expande Grupo Capim Santo com faturamento projetado acima de R136 milhões em 2026

O que começou como um pequeno negócio familiar no litoral sul da Bahia transformou – se hoje num grupo de hospitalidade e alimentação com faturamento projetado para R 136,4 milhões até o ano de 2026. A trajetória do Grupo Capim Santo é marcada pela capacidade de crescer junto ao desenvolvimento turístico local.
A história remonta aos anos iniciais na região onde Trancoso se tornaria destino sofisticado; lá, Sandra Marques cozinhava em sua casa antes mesmo dos hotéis luxuosos chegarem à área. Em busca de uma vida mais próxima da natureza, ela e seu marido Fernando Leite chegaram a esse vilarejo ainda no início de .
Das raízes baianas às grandes capitais
Os primeiros passos comerciais vieram com os ingredientes frescos do quintal ou peixes trazidos por pescadores locais até virar um negócio estruturado. Assim foi que o Capim Santo inaugurou oficialmente seu restaurante em 1985.
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Dois anos depois desse marco inicial na Bahia abriu também sua pousada homônima. O nome da marca, inclusive, veio diretamente das plantas abundantes encontradas naquele terreno e se tornou sinônimo de sabor no famoso brigadeiro capim – santo vendido nos empórios dos estabelecimentos.
A partir dessa base familiar construída antes mesmo da transformação completa do destino turístico baiano para atrair visitantes estrangeiros já era possível ver a força empreendedora por trás do grupo.
O salto paulistano até os grandes eventos
Em, o Capim Santo deu um passo importante fora da Bahia ao abrir uma unidade em São Paulo, na Vila Madalena. Essa nova filial levou à capital brasileira aquela cozinha tipicamente desenvolvida no ambiente doméstico de Trancoso e se tornou ponto central nas operações seguintes.
Morena Leite, filha dos fundadores Marques e Leite, cresceu imersa nesse universo gastronômico que ia desde a pousada familiar até as mesas do restaurante urbano.
Após estudar gastronomia pelo prestigiado Le Cordon Bleu, realizado em Paris, Morena retornou para assumir integralmente os cuidados com a culinária; ela conseguiu combinar técnicas aprendidas nos moldes franceses junto aos ingredientes autênticos brasileiros. Esse trabalho foi fundamental para elevar o Capim Santo além das fronteiras baianas da família.
Foco corporativo: Inhotim é novo marco de 2026
A expansão se consolidou ainda mais quando Adriana Drigo ingressou na sociedade e passou atuar diretamente no planejamento estratégico do grupo. O serviço de eventos nasceu inicialmente como algo orgânico, surgindo dos pedidos feitos ao restaurante local, mas acabou por virar a principal fonte de receita.
Hoje em dia, os braços operacionais cobrem um portfólio gigantesco que inclui grandes competições esportivas — desde oG20até Fórmula 1, Stock Car, Lollapalooza e SailGP —, além da operação para camarotes durante as festas de Carnaval. Nesse sentido, uma das maiores inaugurações previstas é justamente aquela realizada em Brumadinho, Minas Gerais: assumirá na condição gastronômica do Instituto Inhotim. O contrato envolve três espaços distintos no museu; há a Comedoria Oiticica (dedicada à culinária mineira), o Restaurante Tamboril com serviço à la carte que oferece pratos variados por regiões brasileiras, e ainda haverá um Café das Flores.
Reduzindo dependência dos eventos
Apesar de os grandes acontecimentos responderem hoje pela maior parte da receita — 43% em serviços como catering —, Mariana Fragoso tem trabalhado para mudar esse perfil financeiro. A estratégia passa justamente por reduzir essa alta volatilidade inerente aos megaeventos.
O objetivo é fazer as receitas mais previsíveis ganharem cada vez mais espaço no faturamento total do grupo: aquelas provenientes diretamente de escolas ou empresas corporativas são o foco principal dessa mudança estrutural.
Em, a empresa já realizou um número expressivo de 670 eventos e serviu, contabilizando clientes particulares e alunos das instituições parceiras (como Colégio São Luís, Beacon School e Insper), pouco mais que 2,3 milhões de pessoas.
Apesar da força dos grandes acontecimentos em seu portfólio — incluindo operações para locais como Hospital Sírio – Libanês e Instituto Tomie Ohtake —, Mariana Fragoso afirma que esse crescimento não se deve apenas à abertura do Inhotim. Ele é fruto direto da expansão contínua desse mix diversificado entre os diferentes setores atendidos pela companhia.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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