Disputa pelo Governo de São Paulo: Temas Sensíveis em Foco nas Campanhas
Campanhas da direita e da esquerda estão acompanhando de perto temas considerados sensíveis na disputa pelo governo de São Paulo. A percepção é que assuntos como o sistema de pedágios Free Flow e a privatização da Sabesp podem ganhar destaque ao longo da campanha eleitoral, influenciando o debate entre os candidatos.
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Do lado do PT, que ainda não definiu seu candidato, mas já trabalha em negociações com o marqueteiro Otávio Antunes, esses temas são utilizados com frequência. Vereadores e deputados têm utilizado imagens do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), associadas a propostas de aumento de pedágios e tarifas de água, além de discussões sobre racionamento.
Para a esquerda, o Free Flow está diretamente ligado à ideia de aumento do custo para circular nas estradas. No Palácio das Bandeirantes, no entanto, há a ressalva de que o uso precoce desses temas pode “cansar”, diminuindo seu impacto na campanha.
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Apesar disso, os temas são vistos como potenciais pontos de desgaste e mobilização, dependendo da forma como forem abordados. A Sabesp é considerada o tema mais delicado, com respostas já sendo elaboradas pelo marqueteiro Pablo Nobel.
Outro eixo de observação das equipes é a narrativa em torno da gestão do atual chefe do Executivo paulista. A leitura é que adversários devem insistir no argumento de que Tarcísio de Freitas se apresenta como um “governador de obras prontas”, iniciadas por gestões anteriores, sem ter realizado entregas significativas até o momento.
O Palácio das Bandeirantes, por sua vez, deve apostar na inversão dessa narrativa: a imagem do governador como aquele que “fez o impossível”, slogan já utilizado desde o ano passado, com o entendimento de que Tarcísio de Freitas conseguiu destravar obras paradas há anos.
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Caso o candidato da esquerda seja mesmo o ministro da Fazenda Fernando Haddad – que segue sendo o favorito, conforme apurado –, a tendência é que o debate se nacionalize, com temas econômicos e problemas da capital paulista não resolvidos por Haddad quando era prefeito, como a Cracolândia, também entrem em pauta.
