Texto é sustentado pela base do agronegócio e criticado pelo bloco ambientalista; segue para o plenário da Câmara.
A Comissão de Agricultura do Senado aprovou nesta terça-feira (20.mai.2025) o projeto que flexibiliza as normas para a licença ambiental, encaminhando-se para análise do plenário.
A aprovação ocorreu de maneira simbólica, sem registro individual de votos, em uma sessão sem a participação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ninguém dos senadores se opôs.
A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Meio Ambiente. A Câmara aprovou a proposta em 2021 e o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a apoia.
A relatora do projeto, Tereza Cristina (PP-MS), com experiência no setor agro, declarou que o projeto é resultado de um “debate aprofundado” no Brasil.
Empreendimentos militares e de pecuária de pequeno porte, com sistemas de criação extensivos ou semi-intensivos, estão isentos de licenciamento.
Também estabelece a chamada LAC (Licença por Adesão e Compromisso). Nesta modalidade, o responsável pela obra declara, por sua própria conta, que cumprirá todas as normas ambientais e, com isso, obtém a licença automaticamente, sem que o órgão ambiental precise realizar uma avaliação técnica do caso previamente.
Outro aspecto relevante é a Licença Ambiental Única, que consolida, em um único documento, as autorizações para a construção e operação do empreendimento. Há também a previsão de dispensa de licenciamento para atividades consideradas de baixo impacto e a viabilidade de regularizar negócios que operam sem licença ambiental.
O projeto prevê que o termo de compromisso possa ser empregado no licenciamento ambiental simplificado para atividades de porte médio, via LAC.
Senadores do governo Lula não se pronunciaram na sessão da Comissão de Agricultura que aprovou o projeto.
Na manhã seguinte, em sessão de outro colegiado, o de Meio Ambiente, o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o Palácio do Planalto “não está com a posição definitiva”, mas que algumas divergências foram definidas “desequilibradamente”.
O relatório encaminha para estados e municípios a deliberação. A estrutura do município é muito mais frágil do que a daqui [federal]. […]. Ao fazer essa delegação, estamos correndo o risco de ter uma guerra ambiental, quem facilitar mais o formato ambiental, pode atrair investimentos. Tenho essa preocupação.
O ex-governador da Bahia, Wagner, declarou que seu governo apoiava as LACs, embora não da forma estabelecida pelo novo projeto.
“Eu fui quem iniciou a LAC quando governador, mas lá fizemos só para baixo impacto. A proposta diz “baixo e médio”. Na construção de uma barragem, como não há um arrimo, um licenciamento ambiental? Foi tido como porte médio. Teve um risco, tivemos 2 desastres que tiraram vidas”, afirmou.
O coordenador da Frente Parlamentar Ambiental no Congresso, deputado Nilto Tatto (PT-SP), declarou na segunda-feira (19.mai) que, na hipótese de aprovação, solicitará a Lula o veto ao projeto.
Tatto afirmou ao Poder360 que a lei vigente necessita de revisão, porém, “não dá”, e o relatório está muito inadequado. “É difícil imaginar como consertar esse projeto”, declarou.
Para ele, o problema reside na origem do texto, e pequenas alterações não seriam suficientes para “salvá-lo”.
Fonte: Poder 360
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