Senador Flávio divulga defesa do Pix aos EUA em novo vídeo

O senador Flávio Bolsonaro divulgou que voltará aos Estados Unidos na próxima semana para defender o sistema de pagamentos Pix no cenário internacional.
Em vídeo postado em seu Instagram nesta quinta – feira, dia (2), ele defendeu a plataforma como um mecanismo “brasileiro”, sem taxas e livre interferência externa. O parlamentar afirmou ser esta sua segunda vez defendendo PIX nos EUA com esse objetivo específico.
Defesa do Pix: Estrutura soberana perante os americanos
Flávio relatou ter feito essa defesa pessoalmente antes lá fora; da última viagem ao país norte – americano foi quando esteve junto ao presidente Trump e acompanhado pelo secretário de Estado Marco Rubio. Segundo o senador, na próxima semana será retomada uma nova rodada desse reforço defensivo no exterior.
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Em carta enviada aos Estados Unidos há três dias (quarta – feira), ele classificou o meio como “uma das marcas registradas” que surgiram durante a gestão anterior em Brasília. Para Flávio Bolsonaro, PIX representa um avanço tecnológico com grande potencial empreendedor transformador — visão compartilhada por Donald Trump.
O documento detalha ainda que Pix funciona como “infraestrutura pública soberana de pagamentos”, comparável ao Fed Now e administrado pelo Federal Reserve do Banco Central dos EUA. Por não ser operadora comercial concorrente entre as empresas privadas, argumenta o senador que aplicar sanções ou tarifas seria uma medida inadequada para os Estados Unidos adotarem contra Brasil nesse motivo.
Propostas legislativas diante das tensões comerciais
Flávio também destacou a relação positiva gerada pela plataforma nacional: ele apontou que houve um crescimento paralelo no volume de transações com cartões americanos dentro do país; além disso, formalizar milhões de brasileiros expandiu significativamente o mercado consumidor disponível às companhias norte – americanas nos setores como e – commerce, fintechs e plataformas digitais.
Para tentar resolver esse impasse comercial complexo, Bolsonaro propôs dois caminhos principais:
Um “compromisso legislativo” garantindo que Pix não será integrado em sistemas internacionais fora da esfera ocidental
Além dessa restrição geopolítica para a plataforma brasileira, ele sugeriu ainda ao governo federal um alívio na “carga regulatória e tributária” aplicada aos métodos privados de pagamento.
O USTR aponta barreiras brasileiras no comércio exterior
Em contraponto à defesa do sistema nacional feita pelo senador Flávio Bolsonaro, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) publicou uma análise preocupante. O relatório foi divulgado nesta terça – feira (31), listando tanto Pix quanto projetos sobre plataformas online — além da cobrança em impostos expressas —, como obstáculos que Brasil impõe às operações comerciais internacionais com os EUA.
A lista detalhada mostra reclamações específicas: para remessas rápidas e pacotes importados pela alfândega brasileira, é cobrado um alto índice tributário de 60%. Segundo a documentação americana, esse processo permite até US100 mil por ano o limite comercial do importador; no entanto, há limites mais restritos estabelecidos pelas autoridades aduaneiras.
Para envios saindo (saída) são permitidos valores limitados a US 10 mil, enquanto entradas não podem ultrapassar cerca de R 51.580 ou os equivalentes em dólar.
O USTR também expressou preocupações sobre como as finanças brasileiras criam e regulamentam Pix: partes dos EUA alertaram que conceder tratamento preferencial ao sistema nacional prejudica diretamente fornecedores americanos especializados em serviços de pagamento na região brasileira.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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