Senador Moro Alinha Apoio a Flávio Bolsonaro no Paraná
O senador Sergio Moro anunciou nesta quarta-feira, 25 de junho de 2026, que pretende fortalecer a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência do estado do Paraná. Em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan, Moro destacou o desejo de obter uma votação mais expressiva para Flávio do que a alcançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A declaração ocorreu após o parlamentar se filiar ao Partido Liberal (PL). “Temos hoje a candidatura do PL, do Flávio Bolsonaro, bastante consolidada. Convivi com ele no Senado, e ele é uma pessoa preparada, firme e mais serena. Compartilhamos o comando da Comissão de Segurança Pública do Senado Federal – ele é presidente e eu sou vice-presidente –, e essa é uma das pautas principais do país”, afirmou Moro.
Comissão de Segurança Pública
O senador e Flávio dividem o comando da Comissão de Segurança Pública do Senado, com o filho de Bolsonaro na presidência e Moro na vice-presidência. “Ele tem esforço em acabar com essa história de passar mão na cabeça de bandido, que é o discurso do Lula”, relatou o parlamentar.
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Filiação ao PL
Moro explicou que a filiação ao PL foi resultado de uma abordagem do partido. “O PL me procurou, ofereceu a legenda, compartilho muito os princípios e valores com o PL e, acima de tudo, eu sou Fora, Lula, e o Flávio Bolsonaro é um candidato forte, candidato já consolidado do campo da direita e da centro-direita, para derrotar esse projeto petista que é terrível para nosso país”, disse o senador.
Moro minimizou declarações do passado contra Valdemar Costa Neto, presidente do PL. “Eu não mudo o que eu disse. Assim como também eles usaram algumas frases pesadas contra mim na época. Mas a gente tem que colocar essas divergências de lado agora para seguir os nossos projetos e pensar no meu estado e no Brasil”.
Pré-candidatura ao Governo do Paraná
Durante a entrevista, Moro também abordou os planos de eleição ao governo do Paraná. “Meu foco esse ano é o Paraná. Estamos construindo um projeto sólido para nosso estado, primeiro protegendo dessas loucuras de Brasília, e do outro lado a gente vai buscar um projeto de excelência”, declarou.
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Equipe de Campanhas
Moro anunciou a escolha de Filipe Barros e de Valdemar Costa Neto para vagas de pré-candidatos ao Senado. O pré-candidato a vice-governador é Edson Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Governo do Paraná. “A gente quer valorizar o desenvolvimento através do setor privado.
Nós temos um plano de corte de gastos e redução de impostos. Nós queremos resgatar o combate à corrupção a partir do Paraná, para ser um modelo para o país”, disse Moro.
Relação com Ratinho Jr.
O senador afirmou que não se enxerga como adversário do governador Ratinho Jr., que para “concluir o mandato no Paraná até dezembro deste ano”. “Eu não sou adversário do governador Ratinho Jr. Respeito o desejo dele de ter um sucessor, mas observo à distância a grande dificuldade de encontrar um nome adequado e a dificuldade que teria no enfrentamento”.
Críticas à Aprovação do Senado
Moro fez críticas à aprovação do Senado do projeto de lei de Ana Paula Lobato (PSB-MA), que estabelece pena de dois a cinco anos de prisão para ódio ou aversão a mulheres. A votação obteve 67 votos a favor. O texto agora segue para a Câmara dos Deputados.
Moro afirma que os conceitos do texto do projeto geram riscos. “Projeto mal construído. A liberdade de expressão está de fato em risco no país e, infelizmente, o que nós vimos ontem é que não existia nenhuma margem para que ele fosse nem rejeitado, nem alterado”, afirmou o senador.
Divisões no Projeto de Lei
O senador pontuou que o feminicídio e a violência doméstica já estão criminalizados na lei. “Claro que a violência contra a mulher é intolerável e isso já está criminalizado na lei com feminicídio e com a própria violência doméstica. A mulher tem que ser protegida.
Mas os conceitos desse projeto não estavam bem redigidos”.
A oposição tentou uma emenda para deixar mais claro e evitar uma descriminalização expansiva da liberdade de expressão, mas não foi possível aprovar. Moro espera que na aplicação da lei esses riscos sejam diminuídos.
