STF sob suspeita! Senador Viana busca dados cruciais em caso Vorcaro. Novo escândalo envolvendo o Banco Master e possível ligação com o STF. Saiba mais!
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) solicitou à diretora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, o fornecimento de dados de usuários conectados a uma linha telefônica associada à Corte. A solicitação surge em decorrência de um caso envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi citado em investigações relacionadas a uma linha vinculada ao STF durante a apuração de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as irregularidades no INSS solicitou aos provedores de telefonia, por meio do sistema Sittel, a confirmação da titularidade das linhas telefônicas.
De acordo com o comunicado do senador Viana, a resposta obtida confirmou que o número de telefone em questão estava vinculado ao STF. Essa informação levantou suspeitas de possível contato entre Vorcaro e alguém ligado à Corte. No entanto, o senador ressaltou que, até o momento, não é possível identificar a identidade de qualquer indivíduo específico envolvido.
A Jovem Pan tentou obter uma resposta oficial do STF, mas a Corte não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem. O caso continua sob análise e acompanhamento.
O caso Master surgiu após o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial de quatro bancos – Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários – devido a indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez.
Em janeiro de 2026, o Will Bank, a plataforma digital do Master, também foi liquidado.
A Operação Compliance Zero acompanhou o processo de liquidação, e em novembro de 2025, a Polícia Federal iniciou uma ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos. Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, mas posteriormente solto com o uso de tornozeleira eletrônica.
As investigações revelaram que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade superior ao mercado, sustentada por riscos excessivos e operações que inflavam artificialmente o balanço financeiro da instituição.
A liquidez do banco se deteriorou, e o caso do Banco Master é considerado um dos mais graves do sistema financeiro brasileiro.
O caso gerou tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), além de envolvimento com o Banco Central e a Polícia Federal. Em janeiro de 2026, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o pagamento de garantias aos clientes do Banco Master, Banco Master de Investimentos S/A e Banco Letsbank S/A, com um valor total de R$ 40,6 bilhões.
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