Senador Vieira Busca Suspender Ministro do STF em CPMI do Banco Master

Senador Vieira Solicita Suspeição de Ministro do STF em CPMI do Banco Master
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta quinta-feira (7) que, em colaboração com o senador Eduardo Girão (Novo-CE), ele formalizou o pedido de suspeição do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação visa à análise de um mandado de segurança relacionado à instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.
A principal justificativa para a suspeição reside na suposta “relação íntima e notória” entre o ministro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que lidera as investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão do STF, que autorizou a ação, revelou que Nunes Marques teria atuado em favor de Daniel Vorcaro, o banqueiro investigado, em troca de favores.
Em entrevista ao programa “Direto ao Ponto” da Jovem Pan, em 2 de fevereiro, Ciro Nogueira afirmou que a relação entre políticos e banqueiros em Brasília é comum. Quando questionado sobre uma emenda que propôs para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, o senador justificou que a medida não beneficiaria o Banco Master, apenas corrigindo um problema de longa data.
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CPMI do Banco Master: Iniciativas Parlamentares
O requerimento para a criação da CPMI do Banco Master foi apresentado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) em 3 de fevereiro e recebeu o apoio de 238 deputados e 42 senadores. A iniciativa busca investigar irregularidades financeiras e a crise de liquidez que afetaram o Banco Master.
Para que a CPMI seja instalada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa ler o requerimento em sessão conjunta do Congresso. Devido a essa necessidade, os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira e Plínio Valério (PSDB-AM) protocolaram um mandado de segurança no STF.
Contexto da Investigação: Liquidação Extrajudicial do Banco Master
Em novembro de 2024, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial de quatro bancos, incluindo o Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A e Banco Letsbank S/A, além da Master S/A Corretora de Câmbio. O Will Bank, braço digital do Master, também foi liquidado em janeiro de 2025.
A Operação Compliance Zero acompanhou o processo de liquidação, que foi desencadeado por indícios de irregularidades financeiras e pela grave crise de liquidez do Banco Master. A Polícia Federal deflagrou uma primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos, culminando na prisão de Daniel Vorcaro.
Após ser solto com uso de tornozeleira eletrônica, Vorcaro foi alvo de investigações que revelaram que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade acima do mercado, utilizando operações que inflavam artificialmente o balanço financeiro da instituição.
Os episódios envolvendo a liquidação do Banco Letsbank, ocorrida em janeiro de 2025, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro, gerando tensões entre o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a Polícia Federal.
Em janeiro de 2025, o FGC iniciou o pagamento de garantias no valor de R$ 40,6 bilhões aos clientes afetados pela liquidação do Banco Master e do Banco Letsbank.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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