O setor sucroalcooleiro em 2026 muda o rumo! BTG rebaixa recomendações para Jalles Machado e Adecoagro. Saiba o que os investidores precisam saber.
O setor sucroalcooleiro brasileiro iniciou 2026 como um grande destaque no mercado financeiro. O otimismo era alimentado pela alta do petróleo e pela expectativa de ganhos significativos com o etanol. Contudo, após meses de valorização, o panorama começou a mudar, alterando o sentimento dos investidores, conforme apontado em um relatório do BTG divulgado nesta terça-feira, dia 7.
Neste documento, o banco rebaixou as recomendações de compra para neutro em relação a Jalles Machado e Adecoagro. Essa mudança sinaliza que o ciclo de alta do setor perdeu força no curto prazo. Os analistas apontam que o setor deixou de ser visto por uma tese simples, tornando-se dependente de uma equação mais complexa.
Segundo Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, o setor não apresenta mais a mesma assimetria positiva observada em meses anteriores. O que antes era visto como uma relação direta — petróleo sobe, etanol sobe — agora enfrenta obstáculos consideráveis.
A valorização recente das usinas foi muito atrelada à escalada do petróleo, que acumulou alta próxima de 80% no ano, em meio aos conflitos no Oriente Médio. Tradicionalmente, isso aumentaria a competitividade do etanol frente à gasolina, elevando as margens das empresas.
No entanto, os analistas alertam que essa correlação não é automática e pode estar superestimada. O ponto crucial deixou de ser o preço do petróleo Brent em si. A grande questão passa a ser a capacidade de esse movimento de preço se transmitir por toda a cadeia produtiva até o consumidor final.
No Brasil, a formação dos preços dos combustíveis não depende apenas do mercado internacional, mas também de decisões políticas e fiscais. Em um contexto de maior sensibilidade social, especialmente em ano eleitoral, há incentivos para que não haja repasses integrais da alta do petróleo nas bombas.
Duarte e Guttilla questionam a viabilidade de um repasse linear da alta do petróleo ao consumidor. Se o preço do petróleo não chegar ao consumidor, a competitividade do etanol diminui, enfraquecendo toda a lógica da tese de mercado.
Este cenário afeta diretamente o “mix” das usinas, ou seja, a decisão sobre produzir mais açúcar ou mais etanol. Com menor incentivo econômico para o biocombustível, o equilíbrio do setor é alterado. Além disso, o nível atual das ações também pesa na revisão, visto que grande parte das expectativas positivas já foi incorporada aos preços.
O cenário-base do banco projeta petróleo a US$ 90 por barril, com valores estimados de cerca de R$ 2,6 mil por metro cúbico para o etanol e 16,4 centavos de dólar por libra-peso para o açúcar. Nesse contexto, o potencial de valorização adicional parece mais limitado.
Olhando para o médio e longo prazo, a preocupação se volta para o aumento da oferta. A safra deve ser robusta, com moagem estimada em 632 milhões de toneladas no Centro-Sul. Paralelamente, a produção de etanol continua em expansão, impulsionada pelo avanço do setor.
Esse crescimento na oferta adiciona uma nova camada de pressão ao mercado. A produção total pode se aproximar de 50 bilhões de litros, criando um cenário de potencial excesso estrutural. Com mais oferta disponível, os preços tendem a encontrar resistência, o que pode levar à queda do próprio parâmetro de competitividade do etanol, exigindo valores mais baixos para estimular o consumo.
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