Shell mira na Raízen! Negociações de resgate desmoronam e gigante petrolífera busca novo caminho para controlar a produtora brasileira de açúcar e etanol. A crise da Raízen, com dívida recorde, pode ter um novo investidor
A produtora brasileira de açúcar e etanol, Raízen, pode estar à beira de uma mudança de controle. A gigante petrolífera Shell, listada na bolsa de Londres, surge como possível nova dona da empresa, após o fim de negociações de resgate que envolviam parceiros da joint venture e credores.
A situação da empresa, uma das maiores produtoras de etanol do mundo, tem sido delicada nos últimos meses.
Negociações de Resgate Fracassam
Meses de tentativas de injetar capital na Raízen, que enfrenta uma alta dívida, foram interrompidos nesta semana. As negociações entre a Shell, que compartilha a propriedade da empresa com a Cosan, e a Cosan, para injetar capital, não avançaram.
A Raízen tem enfrentado prejuízos e o aumento da dívida nos últimos trimestres, o que gerou preocupação entre acionistas e credores.
Shell Busca Soluções Independentemente da Cosan
Uma fonte próxima ao assunto revelou que a Shell está agora em contato com bancos e credores para buscar um resgate para a Raízen. A fabricante de açúcar pretende injetar capital mesmo que a Cosan não faça o mesmo. A Shell detém 44% da Raízen, junto com a Cosan, que também possui a mesma porcentagem.
Proposta Inicial e Dificuldades da Cosan
Inicialmente, a Shell estava disposta a investir R$3,5 bilhões na Raízen, com a Cosan buscando igualar esse valor. No entanto, a Cosan admitiu dificuldades em realizar esse investimento, apresentando uma proposta de levantar R$6,3 bilhões de fundos de private equity, com foco no negócio de distribuição de combustíveis.
Essa proposta não agradou à Shell, que preferia investir diretamente na produção de açúcar.
Dívida Elevada e Desafios da Raízen
A dívida líquida da Raízen atingiu R$55,3 bilhões no final de dezembro, devido a gastos com investimentos, condições climáticas desfavoráveis e incêndios florestais que impactaram a produção de açúcar e etanol. Em 2024, a empresa produziu cerca de 3,16 bilhões de litros de etanol.
A empresa alertou para uma “incerteza significativa” em relação à sua capacidade de continuar operando em fevereiro de 2026.
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