Sintoma que assola corredores: entenda a Síndrome da Banda Iliotibial e como evitar! 😱 Corredores de todos os níveis enfrentam o desafio da “joelho do corredor”. Saiba os riscos, causas e o tratamento eficaz para voltar a correr sem dor! 💪 #corrida #saúde #esporte
A corrida é um esporte popular no Brasil, mas, como qualquer atividade física intensa, apresenta riscos de lesões. Uma das mais comuns é a síndrome da banda iliotibial, frequentemente chamada de “joelho do corredor”. Essa condição surge devido ao atrito repetitivo da banda iliotibial – uma faixa fibrosa que vai do quadril até a lateral da tíbia – contra o fêmur durante a corrida, causando dor e inflamação.
O incômodo geralmente aparece na parte externa do joelho, especialmente após treinos longos ou em terrenos com subidas e descidas. Estudos indicam que essa síndrome pode afetar até 12% de todos os corredores, representando um desafio para atletas de todos os níveis.
A banda iliotibial não surge do nada; é resultado de uma combinação de fatores. A biomecânica da corrida desempenha um papel importante, e alterações na pisada, como a pronação excessiva (quando o pé gira para dentro), aumentam o atrito da banda.
Além disso, desequilíbrios musculares, principalmente da musculatura do quadril e glúteos, que deveriam estabilizar o joelho durante o movimento, também contribuem para o problema.
O tipo de treino também influencia o risco. Aumentar o volume de treino de forma brusca, correr muitas ladeiras ou treinar sempre em terrenos inclinados pode elevar o risco da lesão. O uso de calçados inadequados ou muito desgastados também pode favorecer o problema.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, o tratamento não exige cirurgia e o atleta pode retornar à corrida. O primeiro passo é identificar e corrigir a causa do problema. A fisioterapia é fundamental para alongar a banda iliotibial, reduzir a inflamação e fortalecer os músculos estabilizadores do quadril e da coxa.
Exercícios como a ponte de glúteo, agachamentos e trabalho de core são altamente recomendados. Em alguns casos, podem ser indicados crioterapia, uso de anti-inflamatórios ou até infiltrações locais, dependendo da gravidade.
A prevenção passa por algumas medidas simples: exercícios funcionais e de fortalecimento esporte-específicos, progressão gradual do volume de treino (controle de volume), variação de terrenos, uso de tênis adequados e alongamentos regulares. Palmilhas personalizadas também podem ser úteis em casos de alterações na pisada.
O mais importante é não ignorar os sinais iniciais. Quando tratada logo no início, a síndrome costuma ter boa resposta e o corredor pode retornar à prática em poucas semanas. Mas, se negligenciada, pode se tornar crônica e afastar o atleta das pistas por meses.
Com orientação adequada, ajustes nos treinos e fortalecimento muscular, é possível tratar a síndrome da banda iliotibial e continuar correndo com segurança. Afinal, o esporte deve ser fonte de saúde e prazer, e não de dor e limitações.
Dr. Pedro Debieux Vargas Silva – CRM/SP 121.778 | RQE 73.908 Ortopedista Fellow com enfoque em artroplastia do joelho junto à Universidade Claude Bernard, Lyon – FR (2011). Membro da Brazil Health
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