Sob os tarifários de Trump, Lula e o Primeiro-Ministro da Índia discutem comércio e uma possível visita em 2026

Os EUA impuseram um adicional de 50% de taxa sobre o Brasil e anunciaram um adicional de 25% de tarifa sobre a Índia em relação aos laços com a Rússia.

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(Imagem de reprodução da internet).

Em contato telefônico na quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil e o primeiro-ministro Narendra Modi da Índia discutiram a cooperação bilateral e a situação internacional, em resposta às últimas medidas protecionistas de Donald Trump. Lula realizou a ligação do Palácio da Alvorada, um dia após a entrada em vigor da nova tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros imposta pelo governo dos Estados Unidos.

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Na mesma data, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos indianos em retaliação pelo comércio do país com a Rússia. A medida serve como um aviso para o Brasil, que também mantém relações econômicas e diplomáticas com Moscou e poderá enfrentar sanções adicionais em caso de um segundo mandato de Trump.

A conversa entre Lula e Modi havia sido previamente agendada, mas o clima global de comércio em deterioração marcou a pauta. Ambos os líderes reiteraram o interesse em ampliar o comércio entre o Brasil e a Índia e fortalecer as alianças políticas no âmbito do BRICS.

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Brasil e Índia são membros do BRICS, um bloco de países do Sul Global que também inclui China, Rússia, África do Sul e outros parceiros estratégicos. O grupo tem recebido críticas de Trump, especialmente após avançar uma proposta para criar uma moeda comum para transações comerciais como alternativa ao dólar americano.

Lula planeja levar a questão tarifária ao próximo cume do BRICS e buscar uma resposta coordenada à ofensiva dos EUA.

O presidente brasileiro também está considerando uma visita oficial à Índia em 2026 como parte de sua estratégia para aprofundar as relações bilaterais. Há cerca de um mês, Modi encontrou-se com Lula na Alvorada e argumentou que o comércio entre os dois países poderia atingir US$20 bilhões anualmente se as barreiras fossem reduzidas e as exportações diversificadas.

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Fonte por: Brasil de Fato

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