Stablecoins Registram Volume Expressivo no Mercado Brasileiro em Janeiro
As principais stablecoins, atreladas ao dólar americano, movimentaram um volume impressionante de quase R$ 9 bilhões nas exchanges do Brasil durante o mês de janeiro. Os dados divulgados nesta semana pelo monitoramento Biscoint revelam que o Tether liderou as transações, totalizando R$ 8,11 bilhões nas principais exchanges nacionais.
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Apesar desse volume significativo, houve uma retração de aproximadamente 13% em comparação com o mês anterior.
O USDC também apresentou um desempenho notável, com cerca de R$ 845 milhões em transações registradas em janeiro. Esse cenário reflete o crescente interesse no uso de stablecoins como alternativa para negociação e movimentação de valor no mercado cripto brasileiro.
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O volume diário médio de negociação do Tether atingiu US$ 261,57 milhões, superando em muito as transações diárias e mensais de Bitcoin, que somaram US$ 101,54 milhões e US$ 3,15 bilhões, respectivamente. Essa dinâmica demonstra a preferência dos investidores por stablecoins como um porto seguro em tempos de incerteza.
A queda nas negociações foi influenciada por fatores macroeconômicos e geopolíticos. A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), a emissão de títulos pelo Japão, que impactaram o Bitcoin, e as ameaças de invasão à Groenlândia por Donald Trump, contribuíram para um ambiente de cautela no mercado.
Os dados da Biscoint referem-se a negociações pareadas com o real brasileiro (BRL), elevando o patamar das stablecoins quando comparadas a exchanges internacionais e outras aplicações de pagamento.
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O avanço das stablecoins no Brasil coincide com a implementação de novas regras do Banco Central para criptomoedas, que incluem esses tokens nas regulamentações de câmbio. Essa medida representa um marco importante para o desenvolvimento do mercado cripto no país.
