Starcloud Levanta Investimento Recorde e Acelera Plano de Data Centers em Órbita
A startup Starcloud anunciou recentemente uma rodada de investimento de Série A no valor de US$ 170 milhões, liderada pelas gestoras Benchmark e EQT Ventures. O aporte impulsiona a empresa de Redmond, Washington, que em apenas 17 meses após seu lançamento no Y Combinator, alcançou uma avaliação de US$ 1,1 bilhão.
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Esse feito se destaca como um dos mais rápidos para uma empresa do acelerador conseguir o status de unicórnio.
Com esse novo capital, o total investido na Starcloud desde sua fundação em janeiro de 2024 soma US$ 200 milhões. A empresa tem como objetivo principal construir data centers em órbita da Terra, utilizando energia solar e sistemas de resfriamento passivo proporcionados pelo espaço.
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Essa abordagem visa contornar as dificuldades e atrasos comuns na construção e obtenção de licenças para novos data centers no planeta.
O tempo necessário para obter as licenças e construir novos data centers na Terra pode levar até cinco anos, um período que não acompanha o ritmo acelerado da demanda por infraestrutura de satélites. A Starcloud, com seus modelos avançados de inteligência artificial, busca oferecer uma alternativa mais rápida e eficiente.
A empresa demonstrou sua capacidade ao construir e lançar seu primeiro satélite, o Starcloud 1, em apenas 21 meses, utilizando um investimento inicial de US$ 3 milhões.
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O Starcloud 1, lançado em novembro de 2025, continha uma GPU Nvidia H100 e foi utilizado para treinar um modelo de IA no espaço pela primeira vez, além de rodar uma versão do assistente do Google Gemini. O próximo satélite, o Starcloud 2, previsto para este ano, terá um chip Nvidia Blackwell e um servidor da AWS.
Já o Starcloud 3, considerado crucial para a escalabilidade da empresa, será uma nave de três toneladas com 200 kilowatts de capacidade, projetada para operar com o sistema de lançamento Starship da SpaceX. O CEO, Philip Johnston, estima que o Starcloud 3 poderá ser o primeiro data center orbital competitivo em custo, com uma projeção de US$ 0,05 por kilowatt-hora, caso os custos de lançamento do Starship cheguem a US$ 500 por quilograma, o que a empresa espera para 2028 ou 2029.
A competição no espaço está se intensificando. A empresa de IA xAI, integrada à Starcloud em fevereiro de 2026, busca autorização para operar uma rede de um milhão de satélites de computação distribuídos. A Amazon, através da Aethero, também tem ambições semelhantes, com a intenção de lançar mais de 50 mil satélites como data centers em órbita.
O Google, Aethero e Aetherflux também estão desenvolvendo projetos na área. Johnston acredita que a Starcloud tem uma vantagem competitiva, dada sua expertise em energia e infraestrutura.
