Startup americana lança design inovador que promete reduzir 60% do consumo de combustíveis e fecha contrato com gigante da aviação executiva.
Se a startup Otto Aerospace tiver sucesso, o avião do futuro não terá janelas – e seu sonho de consumo será voar em um deles. O jatinho da Otto Aerospace ainda está em fase de protótipo e parece saído de um filme de sci-fi, mas já conseguiu um apoio de peso.
Nesta semana, a Flexjet, líder em aluguel de jatinhos no mundo, anunciou um contrato de compra para 300 unidades do Phantom 3500 – o que, a preço de tabela, somaria US$ 5,85 bilhões, segundo o Wall Street Journal. Foi a segunda maior encomenda da companhia no ano, atrás apenas dos US$ 7 bilhões em 182 jatinhos da Embraer anunciados em fevereiro, um recorde para a fabricante brasileira.
Os jatos da Embraer começarão a ser entregues no começo de 2026. Já os da Otto ainda precisam mostrar que conseguem voar. O plano da companhia é ter seu primeiro voo em 2027 e ser aprovada para operação comercial em 2030. Se conseguir, será uma revolução para o mercado de aviação.
A ausência de janelas é apenas a ponta mais visível de uma forma totalmente inovadora de pensar as aeronaves. A fuselagem lisa, com poucos rebites ou frestas, torna o fluxo de ar menos turbulento, criando menos resistência (ou arrasto, no jargão do setor).
Com isso, a Otto afirma que consegue voar economizando 60% de combustível em relação às competidoras tradicionais e até 90% em emissões de gases de efeito estufa quando se trata de combustível sustentável de aviação (SAF).
Sem claustrofobia: Telas de alta definição de quase dois metros transmitem a paisagem externa, nas laterais e no teto da aeronave (Otto Aerospace).
Fundada em 2008, a Otto levou quase 20 anos para chegar ao estágio atual. Mas já teve avanços relevantes: uma aeronave de demonstração, batizada de Celera 500 – e que lembra um pouco um zepelim –, foi apresentada em 2018 e fez uma centena de voos de teste ao longo de dois anos para validar boa parte dos princípios que agora estão sendo adotados no modelo comercial.
Boa parte dos fornecedores já está selecionada e um mock-up em tamanho real foi apresentado recentemente em uma conferência do setor. A cabine tem 6,7 metros de comprimento, 2,3 metros de largura e comporta nove passageiros – o que a coloca em competição com o Praetor 500 da Embraer e o Challenger 3500 da Bombardier.
Por ora, a startup está mirando a aviação executiva, mas já tem planos de chegar também à aviação comercial. De acordo com Touw, a receita obtida com as vendas do Phantom 3500 deverá financiar o desenvolvimento de uma aeronave maior, voltada ao transporte regional, onde também bateria de frente com a Embraer.
Ao WSJ, no entanto, ele afirmou que os jatos executivos por si só são uma oportunidade de muitos bilhões de dólares: “Todo mundo está entusiasmado com Firefly, SpaceX e Rocket Lab. Mas o mercado de transportar pessoas ricas pelo mundo todos os dias é, na verdade, muito maior do que o de mandar coisas para o espaço.”
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