O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em um discurso recente, alertou sobre os riscos associados ao poder e à influência financeira, especialmente no contexto das instituições judiciais. Durante uma ocasião pública, no domingo (22), Mendonça enfatizou que almejar cargos de destaque, como prefeitos, governadores ou juízes, é um desejo legítimo.
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No entanto, ressaltou que essas posições demandam uma postura de integridade para evitar sucumbir a “tentação do diabo”, termo que utilizou para descrever a corrupção e a má conduta.
Atenção aos Detalhes e à Ética
O ministro aconselhou com atenção aqueles que trabalham ou aspiram a trabalhar no governo e na justiça, alertando sobre a importância de estarem atentos a “pequenas bananas” e “propostas sutis”. Segundo ele, aceitar vantagens indevidas pode levar a erros graves e desvios de conduta.
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Mendonça reforçou a necessidade de evitar a busca por fama a qualquer custo e de recusar oportunidades que não estejam alinhadas com princípios éticos sólidos.
Novo Caso Master e a Busca por Transparência
A fala de Mendonça ocorre em um momento crucial, após sua designação como relator do caso Banco Master no STF, substituindo o ministro Dias Toffoli. O caso tem gerado investigações e suspeitas sobre a atuação de outros ministros do STF, incluindo Toffoli e Alexandre de Moraes, em relação ao banco.
Reunião com a Polícia Federal e Ampliação da Investigação
Para aprofundar as investigações no caso Master, André Mendonça convocou a Polícia Federal para uma reunião na segunda-feira (23). A informação foi confirmada pela Jovem Pan. A decisão visa ampliar o acesso da PF a informações e dados relevantes, além de conceder maior autonomia à corporação para conduzir o caso.
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A PF poderá aumentar o número de policiais com acesso aos dados e elaborar relatórios sobre as descobertas.
Mudança na Relatoria e Suspeitas
André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master em fevereiro de 2026, após a saída de Dias Toffoli, que foi citado em investigações relacionadas ao Banco Master. A situação levou a uma arguição de suspeição contra Toffoli, buscando determinar se ele é suspeito no processo.
A Jovem Pan apurou que Toffoli se sentiu isolado e cedeu sob pressão das investigações.
