Bolsonaro em crise: prisão domiciliar humanitária é reaberta após incidente na PF! Trauma craniano e alucinações levantam alerta no STF. Saiba mais!
A possibilidade de aplicar a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ser discutida internamente após recentes eventos. A situação se intensificou nesta semana, com um novo pedido formalizado pelos advogados do capitão da reserva, motivado por um incidente ocorrido em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, no dia 6.
Segundo informações da equipe médica presente, Bolsonaro sofreu um “traumatismo craniano leve” durante o episódio.
A Polícia Federal prestou os primeiros socorros e, após uma avaliação, não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar imediato. Contudo, no dia seguinte, o ministro do Supremo Tribunal Federal atendeu ao pedido da defesa e autorizou a internação do ex-presidente para exames complementares.
Após algumas horas, Bolsonaro retornou à sede da PF.
O novo pedido de prisão domiciliar surge com base na mudança no quadro de saúde do ex-presidente. Laudos fisioterapêuticos indicam que ele “não consegue se firmar sozinho”, o que reforça a necessidade de cuidados especiais. A situação gerou um alerta no Judiciário, especialmente devido às crises de soluço, tontura e alucinações relatadas por Bolsonaro.
A direita política, representada por figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, manifestou forte reação à situação, o que acendeu um sinal de alerta no Supremo. A avaliação é que a deterioração da saúde de Bolsonaro sob custódia da PF poderia ser utilizada como argumento para questionar a imagem do STF, do governo federal e da Polícia Federal, além de validar a narrativa de que o ex-presidente estaria sendo vítima de “perseguição” e “tortura”.
O debate sobre a prisão domiciliar humanitária envolve também a questão do uso de um ferro de solda, tentado por Bolsonaro para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, que gerou preocupação com o risco de fuga. A conclusão da perícia sobre o incidente reforça a necessidade de cautela, pois o uso da ferramenta poderia ser interpretado como um argumento para negar a volta do ex-presidente para casa.
O ministro Luís Roberto Barroso, figura central nas decisões envolvendo o caso, é considerado o principal obstáculo para a aplicação da medida. Sua postura, marcada por decisões duras contra Bolsonaro e seus aliados, e alvo de críticas, torna a negociação ainda mais complexa.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) acredita que o STF pode atuar na “selagem da paz” entre o Legislativo e o Judiciário, mas a viabilidade da medida ainda é incerta, dependendo da avaliação final do ministro Barroso.
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