STF Mantém Prisão de Banqueiro Daniel Vorcaro em Caso da Operação Compliance Zero
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira, 13 de julho de 2026, manter o banqueiro Daniel Vorcaro sob prisão preventiva. A decisão, que encerra a terceira fase da Operação Compliance Zero, foi resultado de uma votação majoritária entre os ministros.
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Os votos favoráveis à manutenção da prisão foram dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, que atuaram na análise do caso.
Votação e Próximos Passos
Apenas o voto do ministro Gilmar Mendes restará para ser registrado até a próxima sexta-feira, 20 de julho de 2026. O julgamento está sendo conduzido no plenário virtual da Segunda Turma do STF. Com a decisão, a expectativa é que a prisão de Vorcaro permaneça, embora a decisão final dependa do posicionamento de Mendes.
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A suspeição do ministro Dias Toffoli, que anteriormente era o relator do caso, também impactou o processo. Toffoli se declarou suspeito para participar de julgamentos relacionados à investigação, devido a questões pessoais. Com a saída de Toffoli da relatoria, a análise do caso passou a ser realizada por apenas quatro ministros.
Argumentos e Evidências Apresentadas
O ministro André Mendonça, relator do caso, rejeitou os argumentos apresentados pela defesa de Vorcaro. Mendonça ressaltou que as mensagens que motivaram a nova fase da operação foram obtidas do primeiro celular do banqueiro, apreendido em novembro de 2025.
Ele argumentou que não é necessário aguardar a análise de todos os aparelhos apreendidos para a adoção de medidas cautelares.
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Além do celular já periciado, outros oito aparelhos ainda aguardam análise. Mendonça também contestou a alegação de que o grupo de WhatsApp chamado “A Turma” era apenas um grupo informal. Segundo o ministro, mensagens trocadas entre Vorcaro e Phillipi Mourão indicam a possível inclusão de um policial federal, o que, na avaliação do relator, demonstra a tentativa de ampliar a rede de influência da organização criminosa.
Risco e Análise da Investigação
A investigação aponta que a estrutura criminosa ainda representa risco, uma vez que parte dos integrantes permanece em liberdade. A decisão do STF visa garantir a segurança da instrução processual e evitar a fuga de possíveis envolvidos.
A situação de suspeição de Toffoli foi motivada por um relatório da Polícia Federal que apontou possíveis conexões entre o ministro e o banqueiro. Toffoli esclareceu que a suspeição se aplica apenas à fase atual do processo, sem afetar decisões anteriores.
