Suprema Corte Decide: Atletas Transgênero em Rota Contra Esportes Femininos?

Suprema Corte analisa disputa acirrada: atletas transgênero podem competir em esportes femininos? O tribunal examina leis em Idaho e Virgínia Ocidental. Decisões impactam Lia Thomas e futuro da participação esportiva

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(Imagem de reprodução da internet).

A Suprema Corte dos Estados Unidos mergulhou nesta terça-feira (13) em uma discussão complexa e controversa: a participação de atletas transgênero em competições esportivas femininas. O tribunal, composto por uma maioria de juízes conservadores, iniciou a análise de impugnações a leis estaduais de Idaho e da Virgínia Ocidental, ambas com o objetivo de restringir a participação de atletas transgênero em categorias femininas.

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Nos últimos anos, mais de vinte estados americanos aprovaram legislações semelhantes, buscando limitar a participação de esportistas designados como homens ao nascer em competições esportivas femininas.

O Caso de Idaho e a Lei de Equidade

O caso de Idaho, que será avaliado pelos nove juízes, tem suas raízes na Lei de Equidade nos Esportes Femininos de 2020, impulsionada pela maioria republicana no estado. A legislação foi contestada por Lindsay Hecox, uma atleta transgênero de uma universidade estatal, e tribunais inferiores já haviam determinado que a lei violava a cláusula de igual proteção da Constituição dos Estados Unidos.

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Alan Hurst, procurador-geral de Idaho, argumentou durante os argumentos orais que a lei classifica os atletas por sexo porque “o sexo é o que importa nos esportes”. Ele enfatizou que isso se correlaciona diretamente com vantagens atléticas, como tamanho, massa muscular, massa óssea e capacidade cardíaca e pulmonar, e que “se as mulheres não tiverem suas próprias competições, elas não poderão competir”.

A Controvérsia na Virgínia Ocidental e o Caso de Lia Thomas

Na Virgínia Ocidental, a Lei para Proteger os Esportes Femininos de 2021 foi contestada por uma estudante do ensino médio, impedida de competir na equipe de atletismo feminino. Um tribunal de apelações considerou a proibição como discriminação por razão de sexo e uma violação do Título IX, a lei federal de direitos civis que proíbe a discriminação por motivos de sexo em programas educacionais.

A situação se intensificou com o caso de Lia Thomas, uma nadadora da Universidade da Pensilvânia (Upenn), que se tornou alvo de polêmica após competir em provas universitárias femininas em 2022. Críticas, incluindo algumas colegas de natação, alegaram que Thomas, que já havia feito parte da equipe masculina, não deveria ter competido com mulheres devido a uma vantagem fisiológica injusta.

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Decisões Recentes e o Futuro da Luta

A Upenn acabou concordando em proibir atletas transgênero em suas equipes esportivas femininas, buscando encerrar uma denúncia federal por direitos civis decorrente da polêmica em torno de Thomas. Essa medida veio após uma investigação do Escritório de Direitos Civis do Departamento de Educação, que determinou que a universidade havia violado o Título IX ao permitir que Thomas competisse em categorias femininas.

A Suprema Corte possui uma composição com seis juízes conservadores e três liberais. Os juízes intervieram em dois casos de grande destaque envolvendo pessoas transgênero no ano passado, confirmando uma lei estadual do Tennessee que proíbe atenção médica de afirmação de gênero para menores transgênero e respaldando uma medida de Trump para expulsar militares trans das Forças Armadas.

A decisão sobre os casos esportivos está prevista para junho ou início de julho.

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