SUS Implementa Nova Vacina Contra Poliomielite para Crianças

A partir de 3 de agosto, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementará uma alteração no esquema vacinal contra a poliomielite para crianças menores de 5 anos. A mudança estabelece o uso exclusivo da vacina injetável, um tipo de imunizante feito com vírus inativado.
Com esta atualização, o calendário volta a seguir um padrão de cinco doses totais, garantindo a proteção básica e os reforços necessários para a prevenção da doença.
Atualização do Esquema Vacinal: Foco na Vacina Injetável
Anteriormente, o esquema de imunização incluía três doses injetáveis iniciais, seguidas por duas doses de reforço aplicadas por via oral, popularmente conhecidas como gotinhas. Contudo, o Ministério da Saúde revisou o protocolo após uma avaliação técnica.
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A decisão foi tomada devido ao risco, embora raro, de mutações no vírus atenuado presente na vacina oral, que poderiam, teoricamente, desencadear a poliomielite.
Em virtude dessa preocupação técnica, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) determinou a supressão da segunda dose de reforço oral. O novo esquema vacinal, portanto, consiste em:
- Três doses iniciais administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, estabelecendo a proteção fundamental.
- Duas doses de reforço subsequentes, programadas para os 15 meses e aos 4 anos de idade.
Todas as crianças menores de cinco anos que não tiverem recebido as cinco doses completas devem procurar um posto de saúde para que a equipe de saúde verifique e realize a atualização vacinal necessária. Essa alteração foi formalizada após a Câmara Técnica Assessora em Imunizações e entra em vigor na data mencionada.
Recomendação Científica: Por Que o Reforço é Essencial
Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, o reforço vacinal é crucial porque a imunidade conferida pelas vacinas tende a diminuir com o passar do tempo. As doses adicionais, portanto, têm o objetivo de manter os níveis de proteção em patamares elevados e seguros.
A especialista ressaltou que, embora o Brasil mantenha um controle rigoroso da doença, a situação sanitária global apresenta surtos localizados que aumentam o risco de o vírus chegar ao país. Por essa razão, manter o esquema de dois reforços é considerado o padrão de referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Além da proteção contra o vírus, a vacinação é recomendada para crianças menores de cinco anos porque essa faixa etária representa o grupo com maior probabilidade de desenvolver complicações graves caso sejam infectadas pelo vírus. Contudo, em cenários de surto, o esquema vacinal pode ser estendido para incluir adultos.
Historicamente, o impacto da poliomielite é grave. A doença, que também é chamada de “paralisia infantil”, pode causar sintomas leves, mas tem o potencial de atingir o sistema nervoso central, resultando em paralisia e, em casos extremos, óbito.
O Brasil não registra casos nativos da doença há 37 anos, tendo recebido o certificado de área livre de circulação do vírus em 1994.
A vacinação permanece sendo a única medida eficaz para evitar a volta de surtos, visto que o vírus da pólio continua circulando em diversas nações. Entre 1968 e 1989, o território brasileiro foi afetado por mais de 26 mil infecções, evidenciando a importância contínua da imunização.
Portanto, a população deve estar atenta ao novo esquema vacinal e procurar os serviços de saúde para garantir que as crianças recebam todas as cinco doses injetáveis conforme o calendário estabelecido.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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