O governador de São Paulo, Tarcísio Fontes (Republicanos), apresentou uma visão firme sobre a necessidade de mudanças drásticas na legislação penal do país. Em declarações feitas durante o Annual Meeting da XP Asset Management, ele defendeu a adoção da prisão perpétua como uma medida justificável diante da alta taxa de reincidência criminal.
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Ele ressaltou que a situação atual exige punições mais severas, citando casos frequentes de indivíduos presos por crimes como furtos de celulares, que são posteriormente liberados durante audiências de custódia.
Referendo e o Cenário Eleitoral
Tarcísio Fontes sugeriu que o debate sobre a prisão perpétua pudesse ser levado a um referendo popular. Ele mencionou que, considerando seu cenário político, onde é cotado para concorrer à reeleição ou à Presidência da República, esse tema seria relevante.
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A ideia visa envolver a população diretamente na discussão sobre a questão.
Inspiração no Modelo Salvadoriano
O governador também se inspirou na política de segurança pública adotada pelo presidente de El Salvador, destacando a tolerância zero ao crime organizado e o uso intensivo da força policial. Apesar das críticas sobre possíveis violações de direitos humanos, Tarcísio enalteia o modelo como um exemplo de como ações rigorosas podem transformar a segurança pública.
Ele acredita que a segurança pública é fundamental para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico.
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Operações de Segurança Pública
Tarcísio Fontes voltou a defender as operações Escudo e Verão, realizadas pela Polícia Militar na Baixada Santista, que resultaram em mortes de pelo menos 84 pessoas. Para o governador, essas ações são essenciais para evitar que facções criminosas controlem territórios, enfatizando que o Estado não pode permitir a dominação de áreas por criminosos.
Ele considera que essas operações eram necessárias para manter o controle da situação.
Pressão no Congresso Nacional
As declarações do governador foram feitas em resposta a questionamentos sobre o andamento de propostas relacionadas ao combate ao crime no Congresso Nacional. Ele cobrou que o Legislativo aprove novas medidas para “aumentar o custo do crime” e aprimorar o uso de bens apreendidos em ações policiais, com o objetivo de que esses recursos sejam revertidos para reforçar a segurança pública.
Ele acredita que a falta de segurança afasta investimentos e compromete o desenvolvimento regional, citando o impacto na decisão de pessoas sobre onde se instalar.
