Tarifas de energia sob pressão! Novo estudo aponta aumento de 8% em 2026. Aversão à seca e volatilidade impactam o bolso do consumidor. Saiba mais!
O cálculo do preço da energia (PLD) no Brasil está se tornando cada vez mais conservador, o que sugere que a pressão sobre as tarifas de energia elétrica continuará em 2026, mesmo com a expectativa de um ciclo hidrológico mais favorável no início do ano.
Essa abordagem mais cautelosa do PLD reflete uma maior sensibilidade a riscos, impactando diretamente o bolso do consumidor.
Um estudo da TR Soluções aponta para um aumento médio de 8% nas tarifas para consumidores residenciais no próximo ano. As regiões Sul e Sudeste devem liderar esse reajuste, com 9,5% cada. O Centro-Oeste deve registrar um aumento de 6,7%, seguido pelo Norte (7,6%) e o Nordeste (4,4%).
Essa pressão tarifária é justificada pela chamada “aversão à seca” no modelo de preços, que se torna mais evidente com a diminuição da geração hidrelétrica. Apesar de se esperar um bom volume de chuva no início de 2026, o que pode garantir a bandeira verde entre janeiro e abril, a tendência é que a situação se complique a partir de maio, com o início do período seco.
A dependência crescente de fontes de energia mais caras, como gás e diesel, aumenta a vulnerabilidade do sistema. A busca por previsibilidade no setor é cada vez maior. Um estudo da Abraceel demonstra a magnitude do problema: entre 2010 e 2024, as tarifas do mercado regulado subiram 177%, um aumento 45% superior à inflação (IPCA).
O mercado livre, por sua vez, apresentou um crescimento de apenas 44%, 64% menor que a inflação.
Para o setor corporativo, a migração para o mercado livre se torna uma estratégia importante para garantir previsibilidade orçamentária e obter descontos que podem chegar a 30% em relação ao mercado cativo. Em momentos de tarifas elevadas, essa opção se torna ainda mais atrativa.
Para consumidores residenciais e pequenas empresas, a energia solar por assinatura continua ganhando espaço, oferecendo economia média de 20% e a liberdade de escolha.
Com a abertura do mercado para consumidores de média tensão desde 2024 e as discussões sobre a entrada de consumidores residenciais a partir de 2026, o Brasil está passando por um momento de transformação, onde a energia renovável se consolida como um pilar fundamental para um setor mais competitivo e previsível.
O cenário exige soluções inovadoras e estratégias de gestão de custos para mitigar os impactos da volatilidade tarifária.
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