Taurus luta contra tarifas americanas! CEO revela prejuízo de US$ 18 milhões e busca reembolso na Justiça. A empresa busca novas estratégias para superar os desafios
A Taurus, uma das maiores fabricantes de armas do mundo, enfrentou um período de instabilidade em seu mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos, devido às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. A empresa, que tradicionalmente dependia do mercado americano, viu seus custos aumentarem significativamente com a imposição de taxas de 50% sobre suas exportações, gerando uma despesa de pelo menos US$ 18 milhões, conforme declarado pelo CEO Salesio Nuhs à revista EXAME.
A mudança abrupta nas tarifas, que subiram de zero para 50%, impactou diretamente a competitividade da Taurus. A empresa ajustou seus preços nos Estados Unidos em 7% após a retomada da taxa de 10%, buscando minimizar o impacto da primeira. Nuhs ressaltou que a empresa conseguiu absorver parte do aumento inicial, mas os 40% ou 50% representaram um embargo comercial, dificultando a operação.
Com a redução da taxa para 10%, a Taurus espera uma melhora significativa em sua capacidade de competir no mercado americano. A empresa acredita que poderá superar os resultados apresentados no segundo semestre de 2025. Além disso, a empresa planeja buscar a devolução dos valores pagos, uma prática comum nos Estados Unidos com taxas similares aumentadas e posteriormente reduzidas por Trump.
A empresa aguarda a decisão da Suprema Corte em relação à regulamentação da devolução dos valores arrecadados. A expectativa é que as instâncias inferiores determinem o reembolso, considerando que a taxa foi considerada indevida. Nuhs expressou confiança de que a decisão das instâncias inferiores será favorável, dada a reconhecida indevida da cobrança.
Para mitigar os efeitos das tarifas, a Taurus implementou uma estratégia de produção localizada nos Estados Unidos. A empresa começou a montar pistolas da categoria G a partir de kits enviados do Brasil, com sua fábrica na Geórgia. Outras linhas de revólveres também seguirão essa rota, enquanto a produção para o mercado brasileiro continuará sendo realizada no Brasil.
Em 2025, a Taurus registrou um faturamento líquido de R$ 1,071 bilhão, uma queda de 12% em relação ao ano anterior. Apesar da redução nas vendas, a empresa manteve sua rentabilidade em 34,1%, com uma Ebtida de 9,1%. A empresa destaca que o mercado americano continua sendo seu principal mercado exterior, com 605 mil armas vendidas nos primeiros nove meses de 2025, em comparação com 752 mil em 2024.
A queda nas vendas da Taurus nos Estados Unidos é atribuída a fatores econômicos como inflação, juros elevados e o aumento do custo de vida, que reduziram o poder de compra dos consumidores. Além disso, a empresa observa que a percepção de menor risco legal para a posse de armas diminuiu a antecipação de compras por precaução, adiando decisões de compra.
Para reduzir a dependência do mercado americano, a Taurus busca diversificar seus mercados, firmando um memorando de entendimento com a fabricante turca Mertsav e apresentando uma proposta de aquisição de participação. A empresa também venceu uma licitação para vender 7,5 mil armas para a África e mapeou oportunidades de venda em outros países, incluindo a Índia, com potencial de 70 mil unidades até meados de 2026.
O CEO da Taurus, Salesio Nuhs, ressaltou a importância de o presidente Lula tratar da indústria de defesa em sua próxima reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscando garantir a competitividade da empresa no mercado americano.
A empresa se prepara para qualquer decisão ou ação do presidente Trump, mantendo um histórico de cautela e reação rápida.
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