Abraço polêmico e sangue na cena: tenente-coronel é preso no caso Gisele Santana! Nova revelação choca investigação.
Um vídeo divulgado pela Jovem Pan revelou um momento que gerou questionamentos na investigação do caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi flagrado recebendo um abraço de outro policial ao chegar ao Presídio Militar Romão Gomes, sem algemas, após ser detido como principal suspeito do crime.
O incidente ocorreu na quarta-feira (18) após a suspeita de envolvimento no assassinato da esposa, também PM, em um apartamento no bairro do Brás, em São Paulo.
As investigações, impulsionadas por laudos da Polícia Técnico-Científica, apontaram inconsistências e descartaram a hipótese de suicídio de Gisele. As evidências indicaram que a vítima foi assassinada, levando a Geraldo Neto a ser o principal suspeito.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou o descarte do suicídio, destacando a análise de celulares apreendidos e a quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça. A SSP afirmou que inconsistências entre o disparo da arma e a versão do suspeito, juntamente com evidências de alteração na cena do crime, fortaleceram a suspeita.
A Polícia Civil e Militar realizaram uma ação conjunta na prisão do tenente-coronel. A investigação revelou a presença de sangue da PM na toalha e na bermuda de Geraldo Neto. Além disso, constatou-se que o corpo da agente foi movido de forma a corresponder ao fluxo do sangue.
Inicialmente, o suspeito alegou que a esposa tirou a própria vida após uma discussão sobre separação, mas essa versão foi desfeita após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificar lesões no pescoço da vítima.
A informação sobre o resultado da perícia foi divulgada pela família de Gisele Santana, através do advogado José Miguel da Silva Junior. Ele argumentou que as marcas encontradas no pescoço da vítima corroboram a hipótese de feminicídio, sugerindo que a vítima foi segurada com a mão.
A família também relatou mudanças no comportamento da PM após o casamento com Geraldo Neto, em 2024, incluindo restrições impostas pelo esposo em relação ao uso de roupas, maquiagem e contato com outras pessoas.
A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) instaurou um inquérito sobre o caso na terça-feira (17). A investigação da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) continua a aprofundar-se, buscando mais evidências para esclarecer as circunstâncias da morte de Gisele Santana.
A prisão do tenente-coronel marca um ponto crucial na investigação, com a expectativa de que novas informações sejam reveladas.
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