Investigação Revela Novos Detalhes no Caso da Policial Militar Gisele Alves Santana
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi formalmente preso nesta quarta-feira (17). A medida ocorre em decorrência das investigações em torno da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi encontrada sem vida em fevereiro de 2026.
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) está conduzindo uma análise aprofundada do caso, com novas evidências que apontam para um cenário mais complexo.
A investigação revelou a presença de sangue da Polícia Militar em objetos encontrados no apartamento do casal, localizado no Brás, região central de São Paulo. A análise forense também indicou que o corpo da agente foi deslocado após o ferimento, com o fluxo do sangue fornecendo pistas cruciais.
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Essas descobertas desafiam a versão inicial apresentada por Geraldo Neto.
Circunstâncias da Morte e Primeiras Declarações
Em 18 de fevereiro de 2026, Gisele Santana foi encontrada com um ferimento na cabeça dentro de seu apartamento. Apesar dos esforços de socorro, ela não resistiu aos ferimentos. Inicialmente, Geraldo Neto alegou que a morte da esposa foi resultado de uma discussão acalorada, na qual ele havia sugerido uma separação.
No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou para lesões no pescoço da policial militar, levantando questionamentos sobre a natureza do ocorrido.
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Evidências e Testemunhos Familiares
A informação sobre o resultado da perícia foi divulgada pela família de Gisele Santana, representada pelo advogado José Miguel da Silva Junior. Ele expressou a convicção de que as evidências corroboram um feminicídio. Segundo o advogado, a presença de uma equimose de dedos, como se a vítima tivesse sido segurada com a mão, é um fator determinante na investigação.
A família também relatou mudanças no comportamento da policial militar após o casamento com Geraldo Neto, em 2024.
Restrições e Isolamento da Policial Militar
Os relatos indicam que Gisele Santana passou a se afastar e a viver sob restrições impostas pelo marido, incluindo proibições relacionadas ao uso de roupas, maquiagem e contato com outras pessoas. Essas informações, juntamente com as evidências forenses, intensificam a investigação sobre as circunstâncias da morte da policial militar do PMSP.
A Corregedoria da corporação também está envolvida na apuração dos fatos.
