Policial Militar Acusado de Assassinato e Assédio Sexual
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana se envolvem em um caso complexo que mistura acusações de assédio sexual e, posteriormente, um crime de morte. A situação começou com uma denúncia formalizada pela própria Gisele, através de seu advogado, José Miguel da Silva Júnior, no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
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A solicitação de sigilo na denúncia demonstra o receio da policial militar em relação a possíveis retaliações após as acusações.
Segundo o advogado, Gisele relatou que Neto tentou beijá-la, mas foi rejeitado. Após esse episódio, a policial militar afirma ter sido alvo de perseguição e, sem consentimento, transferida para um batalhão distante de sua residência, o que gerou prejuízos significativos para ela.
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O incidente ocorreu durante o segundo semestre de 2025, enquanto Neto ainda era casado com Gisele.
Falecimento e Investigação
O trágico fim de Gisele, encontrado em seu apartamento no Brás, em São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026, inicialmente foi registrado como suicídio. A versão apresentada por Neto no boletim de ocorrência serviu de base para essa classificação.
No entanto, investigações posteriores revelaram um quadro muito mais sombrio. O tenente-coronel foi preso na última quarta-feira (18), em São José dos Campos.
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A defesa de Neto nega envolvimento na morte da mulher, mas um relatório da Polícia Civil, divulgado pelo Estadão, aponta para um cenário diferente. De acordo com o relatório, Neto teria imobilizado Gisele, segurado sua mandíbula e efetuado um disparo contra a têmpora da vítima, que foi baleada de frente para a janela do apartamento.
Circunstâncias do Crime
Após o disparo, Neto teria colocado o corpo de Gisele no meio da sala e acionado seu superior hierárquico, o coronel Bueno, antes de acionar o 190. A polícia chegou ao local poucos minutos após a ocorrência, encontrando a vítima sendo socorrida por profissionais de saúde.
Gisele foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde, às 12h04, foi declarada morta.
Neto alegou aos policiais que estava no banheiro quando ouviu um barulho e, ao sair, encontrou Gisele caída no chão, com a arma dele na mão. Ele alega que a mulher se suicidou após ele pedir o divórcio. A investigação continua em andamento, buscando esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades envolvidas nesse caso complexo e trágico.
