Toffoli, Moraes e Campos Neto sob fogo na CPI do Crime Organizado!

STF, Banco Master e Mastercard sob investigação da CPI! Toffoli, Moraes e Vorcaro serão chamados a depor. Saiba mais!

2 min de leitura

DF - ANO JUDICIÁRIO/ABERTURA/STF - POLÍTICA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2019, no plenário da Corte, em Brasília, nesta sexta-feira, 1º de fevereiro de 2019. 01/02/2019 - Foto: MARCELO CHELLO/CJPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira, 25, uma série de convites para depoimentos. Entre os convidados estão os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente da CPI, senador Fabiano Contratato (PT-ES), propôs uma votação simbólica para todos os convites, exceto os que envolviam dados financeiros, como relatórios da inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Convidados e Justificativas

Além de Vorcaro, a lista de convidados inclui a esposa de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. A CPI também solicitou informações sobre o registro de entrada de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Banco Master, no Senado.

LEIA TAMBÉM!

A base do governo, liderada por senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Jaques Wagner (PT-BA), buscou aprovar as convocações do ex-presidente da economia, Paulo Guedes, e do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Investigações e Vínculos com o Banco Master

A investigação da CPI se concentra nos vínculos entre os convidados e o Banco Master, que está sob suspeita de envolvimento em atividades criminosas. O escritório da esposa de Moraes, por exemplo, firmou um contrato de R$ 129 milhões com o banco.

Já o ministro Dias Toffoli, que antes investigava o caso no STF, é sócio anônimo da empresa Maridt, dirigida por seus irmãos, e que possuía participação em dois resorts da rede Tayayá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionamentos e Requerimentos

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor do convite a Toffoli, destacou decisões incomuns tomadas pelo ministro durante a investigação, como a avocação do caso para o STF e a imposição de sigilo máximo. A CPI busca entender a possível influência de interesses privados na condução do inquérito.

Os requerimentos para convocar os ministros foram apresentados por Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner, que defendem a necessidade de esclarecer a atuação dos magistrados e seus vínculos com o banco.

Outros Convidados e Próximos Passos

A CPI também pretende ouvir o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”, que está preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. O comparecimento de Thiego depende de autorização judicial, que ainda não foi concedida.

Com a aprovação dos convites, a CPI se prepara para iniciar as audiências e coletar informações para apurar as suspeitas de crime organizado envolvendo o Banco Master e seus principais executivos.

Sair da versão mobile