Um relatório da Polícia Federal, entregue ao Supremo Tribunal Federal, expõe uma série de interações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel. As mensagens trocadas revelam discussões sobre pagamentos à empresa Maridt, que também conta com o ministro Dias Toffoli como sócio.
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A situação surge em um contexto de investigação que tem gerado debates sobre a atuação de figuras do mundo financeiro e do judiciário.
Detalhes das Transações
As trocas de mensagens indicam que os pagamentos em questão estavam relacionados à compra do resort Tayaya. A Maridt, com a participação de dois irmãos do ministro Toffoli, era uma das empresas envolvidas na transação. A Folha de S.Paulo e a Jovem Pan foram as primeiras a divulgar os detalhes do relatório.
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Resposta do Gabinete do Ministro
O gabinete do ministro Toffoli emitiu uma nota confirmando sua participação na Maridt. A nota destaca que, conforme a Lei Orgânica da Magistratura, magistrados podem ter participação em empresas e receber dividendos, desde que não exerçam funções de gestão.
A empresa Maridt, com a qual o ministro possui ligação, esteve integrada ao grupo Tayaya até o dia 21 de fevereiro de 2026.
Questionamentos e Solicitações da PF
A Polícia Federal, ao analisar os dados do celular de Daniel Vorcaro, identificou diversas menções ao ministro Toffoli, relator do inquérito sobre o Banco Master. Com base nisso, a PF solicitou ao presidente do STF a arguição de suspeição contra Toffoli, buscando que o ministro seja considerado “suspeito” no processo.
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No entanto, a solicitação é exclusiva do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Defesa do Ministro
Em resposta, o ministro Toffoli classificou o pedido da PF como “ilations”. Utilizando o artigo 145 do Código de Processo Civil, Toffoli argumentou que a Polícia Federal não possui legitimidade para realizar a solicitação. Ele também informou que a resposta ao conteúdo do relatório será apresentada ao presidente do STF.
