A tokenização de ativos emerge como um ponto de inflexão para o sistema financeiro, com potencial para ampliar significativamente o acesso da população a serviços bancários. O tema foi amplamente discutido em um evento realizado em São Paulo, promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), reunindo representantes do Banco Central e líderes do setor financeiro.
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O objetivo central era analisar as perspectivas para os anos de 2026 e 2027, considerando os desafios e oportunidades da inovação.
Aprendizados de 2025 e o Papel das Instituições Financeiras
O CEO da ABBC, Leandro Vilain, ressaltou a importância de aprender com os desafios do mercado em 2025, enfatizando o papel fundamental das instituições financeiras na construção de um ambiente regulatório mais claro e previsível. Apesar das complexidades, o setor demonstra uma agenda de inovação ativa, com foco em temas como a tokenização, novos meios de pagamento e inteligência artificial.
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A busca por diversificação, exemplificada pela Mynt do BTG Pactual com ouro tokenizado, demonstra a aplicação prática dessas tecnologias.
Novas Tecnologias e o Cenário Regulatório
Vilain destacou que a tokenização, juntamente com novos meios de pagamento, open finance e inteligência artificial, continuam sendo pilares de discussão para o futuro. Acredita-se que essas iniciativas fortalecerão o sistema financeiro e aumentarão a competitividade do setor.
O Banco Central, por sua vez, acompanha de perto a evolução dos criptoativos e ativos digitais, reconhecendo seu potencial para criar novas formas de pagamento, crédito e garantias. A regulamentação das entidades que negociam esses ativos é um passo crucial para garantir a segurança e a estabilidade do sistema.
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Coordenação Reguladora e Inovação Prudencial
O presidente do Conselho de Administração da ABBC, Cassio von Gal, defendeu uma maior coordenação entre reguladores e o mercado financeiro. Essa colaboração é essencial para manter a solidez do sistema e promover o acesso responsável ao crédito.
O debate também abordou a importância da inovação financeira, sempre em consonância com a regulação prudencial, que é considerada a principal prioridade do evento.
O Papel do Banco Central na Inovação Financeira
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o diretor de Regulação, Junelu Vivan, participaram ativamente das discussões. Vivan enfatizou o impacto dos criptoativos na estrutura do mercado financeiro, destacando a necessidade de acompanhamento constante das autoridades.
Acredita-se que a tokenização pode simplificar operações financeiras, reduzir a complexidade e democratizar o acesso ao sistema financeiro, tornando as operações mais simples e acessíveis para empresas e consumidores. A expectativa é que a tokenização facilite a inclusão financeira e a modernização do setor.
