Toronto registra crise grave na qualidade do ar por causa dos incêndios no Canadá

Toronto enfrentou uma grave crise na qualidade do ar nesta quarta – feira devido à fumaça densa proveniente dos grandes incêndios florestais que atingem o noroeste de Ontário e outras regiões canadenses.
A cidade chegou a ocupar um topo pouco desejado no ranking mundial da IQAir— empresa suíça responsável pelo monitoramento em tempo real —, superando até mesmo metrópoles historicamente mais poluídas como Kinshasa, na República Democrática do Congo.
A situação gerou alertas para toda região leste entre Canadá e Estados Unidos.
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O impacto das queimadas eleva risco ambiental
Segundo dados fornecidos pela Environment and Climate Change Canada, agência oficial do governo canadense, o Índice de Qualidade do Ar e Saúde (AQHI) atingiu 10+, que representa “risco muito alto”, a pior categoria possível no índice.
A poluição não ficou restrita ao território local; ela avançou por vários estados americanos — incluindo Pensilvânia, Nova York, Connecticut, Massachusetts, Maine e New Hampshire —, levando autoridades em Nova York a emitir alertas à população.
A fumaça foi carregada pelo vento após viajar centenas de quilômetros até Toronto.
Medidas emergenciais foram adotadas pelas autoridades. Diante do cenário crítico imposto pela combinação da alta umidade com temperaturas que chegaram aos 39°C na sensação térmica (com máximas atingindo os 33ºC), as autoridades locais recomendaram veementemente evitar qualquer esforço físico ao ar livre.
As ações preventivas incluíram o fechamento temporário das piscinas públicas, além do cancelamento de atividades em colônias de férias e suspensão oficial da área fan fest montada para a Copa do Mundo. O governo canadense informou ainda sobre ter registrado nesta semana mais de 835 incêndios florestais ativos no país; dezesseis deles estavam fora de controle nas províncias como Manitoba, Saskatchewan e Ontário.
Entendendo as fontes poluidoras
A má qualidade atmosférica ocorre quando gases ou partículas sólidas se acumulam na atmosfera com força suficiente para prejudicar tanto o meio ambiente quanto os seres humanos. Segundo definição técnica apresentada pelo Ministério da Saúde, existem duas grandes origens desse problema: fatores naturais e ações humanas.
As fontes antrópicas incluem a queima constante de combustíveis fósseis — seja por veículos em circulação urbana, indústrias pesadas ou usinas termelétricas —, além das queimadas ligadas ao desmatamento agropecuário e à incineração irregular do lixo aberto no campo.
Já as causas natural envolvem eventos como erupções vulcânicas; tempestades poeirentas e também incêndios florestais massivos, exatamente o tipo ocorrido na província de Ontário neste período.
O cenário da poluição atmosférica brasileira
Enquanto Toronto lidava com uma crise pontual causada por grandes focos em outras regiões, os desafios ambientais são constantes para outros países, incluindo o Brasil.
De acordo com levantamento mais recente realizado pela IQAir referente ao ano de 2025, a cidade que registrou pior qualidade do ar no país foi Taboão da Serra, localizada na região metropolitana de São Paulo, atingindo um índice alarmante de 68 pontos (na escala AQI+). O indicador médio nacional calculado também ficou elevado: foram registrados 53 AQI+, valor equivalente às duas vezes as partículas finas PM 2,5 recomendadas anualmente pela Organização Mundial da Saúde.
Apesar desse cenário e das dificuldades ambientais em diversas regiões metropolitanas brasileiras, o País conta com legislação federal específica sobre controle atmosférico.
Marco legal para a melhoria do ar
Em termos legais, foi instituída por meio da Lei nº 14.850/2024 uma Política Nacional de Qualidade do Ar no Brasil. Esta lei determinou que tanto o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima quanto o Conama devem publicar padrões nacionais atualizados e estruturar toda uma Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar na federação. O histórico brasileiro também apresenta exemplos notáveis: há décadas em questão ambiental é um tema central quando se fala sobre Cubatão.
Na década de 1980, a cidade passou pela fama internacional como sendo extremamente poluída devido à concentração intensa de indústrias químicas petroquímicas e metalúrgicas naquela região específica; contudo, após anos dedicados ao controle rigoroso no âmbito ambiental, hoje ela figura entre as áreas com melhor qualidade atmosférica dentro do estado de São Paulo.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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