Toshiba deixa a bolsa de Tóquio após 74 anos e agora tem novos proprietários para o futuro
20/12/2023 às 20h45

A Toshiba foi retirada da bolsa de valores de Tóquio nesta quarta-feira (20), depois de 74 anos, em decorrência de uma década de turbulências e escândalos que abalaram uma das maiores marcas japonesas e deram início a uma compra e a um futuro incerto.
Um grupo de investidores, liderados pela empresa de private equity Japan Industrial Partners (JIP), que conta com a participação da empresa de serviços financeiros Orix, da empresa de serviços públicos Chubu Electric Power e da fabricante de chips Rohm, está conduzindo o conglomerado.
A aquisição, no valor de US$ 14 bilhões, coloca a Toshiba em mãos domésticas após longas batalhas com investidores estrangeiros que paralisaram a fabricante de baterias, chips e equipamentos nucleares e de defesa.
A Toshiba anunciou que está avançando para um novo futuro com um novo acionista, conforme afirmou a empresa em comunicado. A empresa valoriza a compreensão e o apoio contínuo dos acionistas.
As ações da Toshiba encerraram a terça-feira, seu último dia de negociação, em 4.590 ienes, uma queda de 0,1% em relação ao dia anterior.
Embora não esteja claro qual forma a Toshiba assumirá sob seus novos proprietários, espera-se que o presidente-executivo Taro Shimada, que permanecerá em seu cargo após a aquisição, concentre-se em serviços digitais de alta margem.
A ajuda da JIP a Shimada atrapalhou seus planos de se juntar a um fundo apoiado pelo governo. Algumas pessoas especializadas acham que dividir a Toshiba pode ser uma opção mais viável.
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Segundo Damian Thong, chefe de pesquisa do Japão na Macquarie Capital Securities, os problemas da Toshiba foram provocados principalmente pela união de escolhas estratégicas ruins e muita falta de sorte.
Espero que, ao venderem alguns de seus bens, a Toshiba possa encontrar novos compradores que explorem todo o seu potencial de ativos e talentos.
O governo japonês estará monitorando de perto. A empresa tem cerca de 106.000 funcionários e algumas de suas operações são consideradas vitais para a segurança nacional.