Trump Reitera Intenção de “Anexar” Cuba em Meio a Crise
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo pronunciamento nesta segunda-feira (16), reafirmando sua intenção de “anexar” Cuba. A declaração ocorreu em um contexto de crescente tensão, marcado pela terceira semana de conflitos no Irã e pela persistente crise de abastecimento que assola a ilha, agravada pelo bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
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Em declarações proferidas no Salão Oval da Casa Branca, Trump respondeu a perguntas sobre uma possível ação militar contra o governo em Havana, afirmando acreditar que teria a “honra” de tomar o controle da nação. Ele descreveu Cuba como “muito debilitada neste momento” e expressou a vontade de “libertá-la ou tomá-la”, ressaltando que “pode fazer o que quiser”.
O presidente americano intensificou as ameaças de sanções a países que consideram estar fornecendo petróleo a Cuba, devido à percepção de que o governo comunista da ilha representa uma “ameaça”. Essa postura se alinha com a estratégia adotada após a recente operação americana na Venezuela, que culminou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, levado aos Estados Unidos para ser julgado por narcoterrorismo.
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Trump sugeriu que Cuba busca um acordo, prevendo que “muito em breve” se chegará a um entendimento ou que “prejuízo o que for necessário”. O presidente americano fez essas declarações a repórteres a bordo do Air Force One, após uma série de eventos recentes que intensificaram a crise na ilha.
Apagão Recorrente em Cuba
A situação em Cuba se agravou ainda mais nesta segunda-feira, com um novo apagão que afetou mais de 10 milhões de pessoas. A União Nacional Elétrica (UNE) informou que houve uma “desconexão total do Sistema Elétrico Nacional” e que os protocolos de restabelecimento foram implementados.
A área afetada incluiu dois terços do país, incluindo a capital, Havana, que também ficou sem energia elétrica no dia 4 de março, devido a uma falha na rede nacional. Essa falha ocorreu em um contexto de crise econômica exacerbada pelo bloqueio de energia imposto pelos Estados Unidos à ilha.
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A rede elétrica cubana enfrenta cortes regulares de abastecimento devido ao envelhecimento de sua infraestrutura e à escassez de combustível. Desde o final de 2024, a ilha de 9,6 milhões de habitantes passou por cinco pagamentos generalizados, evidenciando a complexidade da crise energética que enfrenta.
