O Fórum Econômico Mundial, em Davos, foi palco de debates acalorados sobre o futuro do dólar americano. O presidente Donald Trump, ao questionar a independência do Federal Reserve (Fed), gerou instabilidade no mercado. Especialistas, como o ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kenneth Rogoff, alertaram para um enfraquecimento gradual da moeda, acelerado pelas ações de Trump.
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Desgaste Institucional e Perda de Confiança
Rogoff enfatizou que mudanças nesse tipo de natureza não ocorrem de forma abrupta. Ele observou sinais claros de desgaste institucional, indicando uma queda na confiança nas instituições americanas, com potenciais efeitos de longo prazo. A percepção de que Trump estava misturando política econômica com objetivos eleitorais, intensificava o processo de perda de confiança no dólar.
Alternativas e Risco de Reservas em Dólar
Economistas apontaram que a confiança no câmbio de um país depende da crença na estabilidade da moeda e na previsibilidade da política econômica. Com a ameaça à independência do Fed, a confiança no dólar estava em declínio. A utilização de stablecoins, impulsionada pelo avanço tecnológico, surgiu como uma alternativa, enquanto manter reservas em dólar passou a ser visto como um risco de alto custo.
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Posição do JPMorgan e o Debate Institucional
O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, reforçou a importância da autonomia do banco central americano, uma posição compartilhada por muitos, inclusive pelo próprio Trump. O debate se intensificou com a análise da Suprema Corte dos EUA sobre a tentativa de demissão da diretora do Fed Lisa Cook, um caso crucial para a proteção institucional do banco central.
Dólar Dominante, mas com Fragmentação da Confiança
Apesar das preocupações, economistas reconheceram que o dólar ainda não possui um substituto claro, mantendo-se como dominante nas transações cambiais globais e sistemas de pagamento. O que se observa é uma marginalização gradual em certas regiões e uma diversificação das reservas, com foco em ativos como ouro e acordos bilaterais.
A confiança, no entanto, continua fragmentada.
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