Trump Propõe Proibir Dividendos e Recompra de Ações em Setor de Defesa
O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 7, que pretende restringir a distribuição de dividendos e a recompra de ações por empresas do setor de defesa, a menos que haja um aumento acelerado na produção de equipamentos militares. A declaração foi feita através de sua conta no Truth Social.
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Trump criticou as práticas das empresas, classificando-as como “exorbitantes e injustificáveis”. Segundo ele, enquanto a manutenção e a produção de armamentos permanecem lentas, os altos salários e os pagamentos aos acionistas continuam a ocorrer “às custas e em detrimento do investimento em fábricas e equipamentos”.
O presidente estabeleceu um limite de US$ 5 milhões para a remuneração de executivos até que novas fábricas sejam construídas. A RTX, controladora da Raytheon, foi mencionada especificamente, com críticas diretas à sua falta de responsividade às necessidades do Departamento de Guerra.
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Trump afirmou que o Pentágono consideraria o rompimento de relações comerciais com a empresa caso não haja um aumento nos investimentos. A Raytheon é responsável por sistemas avançados de mísseis e pela fabricação de componentes do caça F-35, um projeto estratégico do complexo industrial-militar dos EUA.
Contexto da Ofensiva de Trump
A declaração de Trump surge em um cenário de recompras bilionárias de ações no setor de defesa. A Lockheed Martin destinou US$ 2,25 bilhões à recompra de ações entre janeiro e setembro de 2025, além de US$ 2,33 bilhões ao pagamento de dividendos.
A General Dynamics gastou US$ 1,17 bilhão em recompra no mesmo período, com US$ 964 milhões em dividendos.
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Na visão do presidente, esses recursos deveriam ser direcionados à cadeia produtiva: “O equipamento militar deve ser construído agora com os [recursos dos] dividendos, recompras e remuneração excessiva dos executivos — e não com dinheiro público ou empréstimos”.
Dúvidas sobre a Viabilidade
A proposta enfrenta dúvidas entre analistas sobre sua viabilidade, pois medidas como proibir dividendos ou limitar a remuneração corporativa dependem de ações legislativas ou regulatórias. A publicação termina com um alerta em letras garrafais: “TER CUIDADO”, indicando que outras medidas podem ser implementadas.
