Presidente dos EUA altera postura enquanto se prepara para negociações diretas com a China, buscando solucionar tensões comerciais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou de sua ameaça de impor tarifas de 100% sobre produtos da China. Em entrevista à Fox News, transmitida na sexta-feira, 17, Trump afirmou que essas taxas “não são sustentáveis” e reconheceu que sua aplicação não seria viável a longo prazo. “Isso pode ser mantido, mas provavelmente não”, declarou.
Na semana anterior, Trump havia anunciado a possibilidade de aplicar uma taxa de 100% sobre produtos chineses, mas ainda não oficializou essa medida. Além disso, ele havia afirmado que não se encontraria mais com o presidente chinês, Xi Jinping, mas agora confirmou que o encontro deve ocorrer.
Trump mencionou que se reunirá com Xi Jinping em algumas semanas na Coreia do Sul. “Vamos nos reunir em algumas semanas (…) na Coreia do Sul com o presidente Xi”, disse ele. O encontro está previsto para coincidir com a cúpula da Apec, e Trump deve chegar à Coreia do Sul em 29 de outubro para uma visita de dois dias, com a cúpula terminando em 1º de novembro.
O presidente expressou otimismo em relação à China, afirmando: “Eu acho que vamos nos sair bem com a China. Eu me dou muito bem com ele [Xi Jinping]. Ele é um líder muito forte, um homem incrível, quando você olha o que ele fez.” Trump também ressaltou a necessidade de um acordo justo entre as partes.
A mudança de postura de Trump ocorreu após suas acusações de que a China estava “segurando o mundo como refém” ao impor novas restrições às exportações de terras raras. Esses materiais são essenciais para a produção de diversos produtos tecnológicos, como chips de computador e painéis solares. A recente decisão da China de controlar as exportações desses recursos aumentou as tensões comerciais.
A estratégia de Trump em negociações é conhecida por ser agressiva. Em seu livro “A Arte da Negociação”, publicado em 1987, ele descreve como inicia com exigências extremas e ajusta suas demandas para alcançar resultados favoráveis. Um exemplo clássico é a compra de um Boeing 727, onde fez uma oferta inicial de US$ 5 milhões e fechou o negócio por US$ 8 milhões.
Trump não se limita a fazer ofertas baixas; ele também utiliza técnicas de pressão psicológica. Ao estabelecer uma posição agressiva desde o início, transforma a negociação em um desafio, forçando os outros a se ajustarem à pressão que cria. Para ele, a chave é colocar o adversário na defensiva, fazendo com que se preocupem com suas ações.
Quando anunciou tarifas sobre a China, o objetivo não era apenas impor custos, mas também provocar reações que forçassem governos e empresas a reavaliar suas posições. Essa abordagem inicial extrema não significa que Trump não esteja disposto a mudar sua postura, mas sim que ele ajusta sua estratégia conforme as reações do mercado.
Esse comportamento de iniciar com uma posição radical e depois ajustar conforme necessário gera um ciclo de incerteza. Os mercados financeiros, acostumados a essa dinâmica, ficam inseguros sobre se uma tarifa alta será seguida de uma modificação ou se a estratégia de Trump continuará a aumentar.
As ameaças seguidas de concessões são uma estratégia que Trump utiliza para controlar o ritmo das negociações. Ele não precisa cumprir suas ameaças iniciais; o simples ato de fazer exigências extremas provoca o efeito desejado, levando os outros a negociar de acordo com suas condições. Quando faz um ajuste, isso é apresentado como uma vitória de negociação, reforçando sua posição e autoridade nas negociações futuras.
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