Ibovespa oscila com tensão global! Trump reacende alerta no Oriente Médio e Petrobras pressionada. Saiba mais!
O Ibovespa apresentou uma sessão de quarta-feira, 4 de julho de 2026, marcada por uma movimentação cautelosa, com ganhos limitados e influenciado por fatores externos. O índice, que chegou a ultrapassar os 186 mil pontos pela manhã, impulsionado pela melhora do cenário internacional após um dia de forte aversão ao risco, viu sua força diminuir ao longo do pregão.
Por volta das 12h30 (horário de Brasília), o principal indicador da B3 registrava um aumento de 0,65%, situando-se em 184.291 pontos.
A recuperação parcial do Ibovespa refletiu, em parte, a tentativa dos investidores de analisar os desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Um fator que limitou os ganhos foi o desempenho das ações da Petrobras, que apresentaram uma queda significativa.
Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 1,60%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 1,83% no mesmo período. A relevância dessas ações no índice, que representam quase 12% da sua composição, ampliou o impacto negativo.
O movimento do Ibovespa acompanhou a queda nos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent, referência global, cedia 0,65%, atingindo US$ 80,87, enquanto o WTI diminuía 0,86%, a US$ 73,92. Outras empresas do setor petrolífero, como Brava Energia (BRAV3) e Prio (PRIO3), também apresentaram quedas, refletindo a pressão do mercado.
A situação se somava à cautela geral diante do cenário geopolítico.
No centro das atenções, o conflito no Irã. A declaração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de garantir seguros e escolta naval para navios no Estreito de Ormuz, visando assegurar o fluxo de exportações, gerou uma reação inicial no mercado.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sinalizou que Washington tomaria medidas para apoiar o comércio de petróleo no Golfo Pérsico, caso as tensões ameacem o corredor energético. Essa postura, que reduzia os prêmios de risco, contribuiu para a sustentação de boa parte do Ibovespa.
Apesar do peso negativo do setor de petróleo, o índice continuou com a maioria das ações em alta. A Raízen (RAIZ4) liderou as perdas, com uma queda superior a 4%. Em contrapartida, a GPA (PCAR3) se destacou com um avanço de mais de 8%, após uma forte baixa na sessão anterior.
A empresa confirmou a contratação da Munhoz Advogados para negociar dívidas e avaliar a possibilidade de recuperação extrajudicial, conforme reportado pela Bloomberg.
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