Boa tarde. Estamos em 13 de março de 2026, e a sexta-feira apresenta um cenário de alta volatilidade nos mercados globais. O preço do barril de petróleo Brent permanece consistentemente acima de US$ 100, refletindo a persistência de incertezas geopolíticas e o monitoramento atento dos investidores em relação aos desdobramentos no Oriente Médio, onde o conflito entre os Estados Unidos e o Irã se aproxima da terceira semana.
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A situação complexa, com declarações conflitantes de figuras-chave como o ex-presidente Donald Trump e o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei, intensifica ainda mais a pressão sobre os preços da commodity.
Impacto do Conflito e Expectativas de Inflação
A persistência do conflito no Oriente Médio, juntamente com o impacto no tráfego de petróleo pelo estreito de Ormuz, continua a impulsionar os preços do petróleo. Essa situação, combinada com a perspectiva de problemas na produção e no escoamento da commodity, já está afetando as expectativas dos investidores em relação à inflação e aos juros.
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A divulgação iminente do índice de inflação americano, o Personal Consumption Expenditure (PCE), nesta sexta-feira, adiciona uma camada extra de incerteza, com expectativas de estabilidade no índice geral, mas com uma leve aceleração na variação do núcleo.
Reunião do Federal Reserve e Mercados Financeiros
O índice PCE é um indicador crucial, especialmente considerando que será divulgado poucos dias antes da reunião do Federal Reserve (FED), o banco central americano, agendada para os dias 17 e 18 de março. A expectativa predominante no mercado é que os juros nos EUA permaneçam na faixa atual, entre 3,50% e 3,75%.
No entanto, a questão central para os investidores é se o conflito no Irã e a alta do petróleo podem influenciar as expectativas do FED sobre a trajetória da economia americana.
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Desempenho dos Mercados e Indicadores Econômicos
Nos mercados financeiros, observa-se uma leve alta nos contratos futuros dos principais índices americanos, enquanto o Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil registra uma queda. Além da preocupação com o aumento da inflação, o anúncio de isenção de impostos federais sobre combustíveis pelo governo brasileiro, que pode gerar um impacto fiscal negativo de R$ 30 bilhões até o fim do ano, também contribui para o pessimismo dos investidores.
Dados recentes indicam um crescimento do setor de serviços, com um aumento de 0,4% no PMS – IBGE (Jan) e +3,4% no PMS – IBGE (12m), além de um Produto Interno Bruto (PIB) esperado de 1,4% no 4º trimestre e um JOLTs (Pesquisa de Empregos) esperado de 6,76 milhões.
