Reunião Trump-Xi Sobreposta por Crise no Oriente Médio
Autoridades americanas anunciaram nesta segunda-feira, 16, que a reunião agendada entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping pode ser adiada devido à escalada da crise envolvendo o Irã e os ataques militares na região. A viagem de Trump à China, que ainda não tinha datas confirmadas por Pequim, está sob avaliação, com a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicando que o adiamento é uma possibilidade real.
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Leavitt afirmou à emissora Fox News que, embora o encontro não esteja em risco, a definição das novas datas depende do “momento oportuno”. A situação tensa no Oriente Médio, com o Irã bloqueando o estreito de Ormuz após os ataques dos EUA, tem gerado pressão sobre aliados de Trump para que atuem na região.
China e o Estreito de Ormuz: Uma Relação Estratégica
A possibilidade de mudança na agenda surge em um contexto de disputa pela retomada do trânsito marítimo no estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo mundial. Trump tem buscado o apoio da China para garantir a normalização da situação, considerando que Pequim é o principal comprador de petróleo iraniano e mantém laços econômicos estreitos com Teerã.
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Em declarações ao jornal Financial Times, Trump enfatizou a necessidade de colaboração chinesa em relação à segurança do estreito. “Acho que a China também deveria ajudar porque importa 90% de seu petróleo pelo estreito”, declarou o presidente, ressaltando a importância de uma resposta formal de Pequim antes da cúpula com Xi Jinping.
Motivos Logísticos e Coordenação da Guerra
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também mencionou razões logísticas como um possível motivo para o adiamento da viagem. Em entrevista à CNBC, durante uma visita a Paris, Bessent justificou que uma viagem presidencial ao exterior pode não ser conveniente em meio a um conflito militar em andamento.
“O presidente quer permanecer em Washington para coordenar o esforço de guerra, e viajar ao exterior em um momento como este pode não ser o mais conveniente”, explicou. Bessent negou que o adiamento esteja relacionado a pressões de Trump para que a China participe de patrulhas no estreito de Ormuz.
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A Casa Branca, por sua vez, atribui o possível adiamento a questões logísticas, buscando manter o foco na coordenação dos esforços de guerra e na resposta à crise no Oriente Médio.
