O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento nesta segunda-feira, 16, sobre a situação no Oriente Médio, especificamente em relação à ilha de Kharg, no Irã. Durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, Trump detalhou que, em caso de aviso prévio de apenas cinco minutos, os Estados Unidos teriam a capacidade de destruir os oleodutos localizados na ilha, área central do país.
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Ele ressaltou que, apesar de terem causado danos significativos, a decisão de não atacar esses oleodutos foi deliberada, mas a possibilidade de revogar essa decisão permanece em aberto.
Conflito em Curso e Ameaças Iranianas
A declaração do presidente ocorreu em um momento crítico, no 17º dia de um conflito que envolve Israel e o Irã. Trump reiterou a preocupação com a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz, mencionando que a destruição dos oleodutos de Kharg seria uma retaliação caso o governo de Teerã persistisse nessa postura.
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Ele informou que as forças armadas americanas já haviam atingido mais de 7 mil alvos dentro do território iraniano, incluindo instalações militares e estruturas comerciais.
Redução de Ameaças e Impacto no Mercado
De acordo com dados da administração Trump, houve uma notável redução nos lançamentos de mísseis balísticos (90%) e nos ataques com drones (95%). A situação também gerou preocupações no mercado global de petróleo, com a ameaça de Trump de atacar a infraestrutura petrolífera iraniana, especialmente a de Kharg, que fica a cerca de 483 quilômetros do Estreito de Ormuz.
Estimativas de consultorias como TankerTracker.com e Kpler apontam para um fluxo de entre 1,1 e 1,5 milhão de barris de petróleo por dia, com grande parte desse volume sendo destinado à China.
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Reação do Irã e a Ilha de Kharg
O Irã reagiu às ameaças de Trump, alertando que responderia com ataques a instalações de petróleo e energia americanas na região caso sua própria infraestrutura fosse alvo. A ilha de Kharg, com capacidade de armazenamento de 30 milhões de barris e com cerca de 18 milhões de barris de petróleo no início de março, representa um ponto estratégico crucial nesse cenário de tensão.
A operação de bombardeio realizada pela quinta-feira, 11, por forças militares dos Estados Unidos, buscou evitar danos adicionais ao mercado global de hidrocarbonetos, já sob pressão devido às tensões na região.
