A União Europeia classificou as declarações econômicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, direcionadas ao bloco, incluindo a questão da Groenlândia, como um erro e uma violação de um acordo comercial estabelecido no ano passado. A declaração foi feita durante um discurso da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Fórum Econômico Mundial.
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A UE e os EUA haviam formalizado um acordo comercial em julho, buscando estabelecer uma relação comercial mais estável após tensões anteriores.
A Questão da Groenlândia
O ponto central da disputa reside na tentativa de Washington de adquirir a Groenlândia, um território semiautônomo da Dinamarca, membro da OTAN e da UE. A medida gerou preocupação na Europa, com líderes europeus considerando que o presidente americano ultrapassou limites aceitáveis.
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A Comissão Europeia sinalizou que a resposta do bloco seria firme e unida, sem especificar ainda as ações a serem tomadas.
Reunião de Emergência e Retaliação
Para avaliar as possíveis consequências, os líderes da União Europeia estão programando uma reunião de emergência em Bruxelas, prevista para quinta-feira. O objetivo é discutir as medidas de retaliação que podem ser implementadas caso os Estados Unidos avancem com novas tarifas, consideradas uma violação do acordo comercial.
Diplomacia e Preparação
Diplomatas europeus buscam uma solução diplomática com o governo Trump, ao mesmo tempo em que preparam alternativas de resposta. A UE avalia o uso de seu instrumento anticorrupção comercial, que permite responder a ações coercitivas de países terceiros, incluindo tarifas adicionais, restrições a investimentos e limitações ao acesso de empresas americanas ao mercado europeu.
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Investimentos e Cooperação no Ártico
Em apoio à Groenlândia, a Comissão Europeia planeja um pacote de investimentos europeus e cooperação com os Estados Unidos e outros parceiros em segurança no Ártico. A UE também defende um aumento nos gastos com defesa, com foco no desenvolvimento de capacidade europeia de quebra-gelos e equipamentos essenciais para a segurança da região.
Reações e Controvérsias
As declarações de Trump geraram preocupação entre aliados europeus, incluindo a proposta de um Conselho de Paz, inicialmente voltado à crise em Gaza, mas vista como uma tentativa de contornar a ONU. A França se recusou a aderir ao conselho, e Trump ameaçou impor tarifas sobre vinhos e champanhes franceses, intensificando ainda mais as tensões.
