UBS revisa para baixo projeções da C&A Modas (CEAB3)! Banco reduz lucro esperado para 2026 e 2027, além de cortar preço-alvo da ação para R$ 20. Veja!
Após incorporar sinais de um desempenho mais fraco no quarto trimestre de 2025, a instituição financeira UBS revisou suas projeções para a C&A Modas (CEAB3). Em um relatório divulgado nesta terça-feira, 6, o banco reduziu suas estimativas de lucro líquido para 2026 e 2027, além de diminuir o preço-alvo da ação de R$ 23 para R$ 20.
A revisão das projeções da UBS reflete, principalmente, o tráfego mais fraco nos shoppings em dezembro. Dados da consultoria Virtual Gate indicam uma queda de 9% na circulação de consumidores em relação ao ano anterior. Além disso, o banco observou que as tendências gerais do CEAB se mantiveram estáveis em outubro, mas enfrentaram uma deterioração sequencial em novembro devido ao clima adverso e a um dezembro decepcionante, marcado por um tráfego mais lento e pela falta de variedade de produtos mais acessíveis.
No varejo de moda, a C&A, do mesmo grupo controlador da EXAME, apresentou um avanço modesto de 1% na receita de vestuário, vendas em mesmas lojas estáveis e uma retração da margem Ebtida. O aumento da intensidade promocional, tanto no ambiente online com plataformas como Amazon, Mercado Livre e Shoppe, quanto no físico, com a ampliação de eventos promocionais, também pressiona o consumo discricionário.
Apesar do cenário mais desafiador no curto prazo, o UBS destaca que a C&A continua apresentando uma sólida geração de fluxo de caixa livre, sustentada pelo controle de despesas gerais, administrativas e de vendas, além da contínua desalavancagem do balanço.
A instituição espera que a companhia tenha encerrado o quarto trimestre com uma posição de caixa líquido de R$ 26 milhões, o que a deixa bem posicionada para financiar investimentos em logística e reformas de lojas.
Em termos de rentabilidade, o UBS espera que as margens brutas do vestuário permaneçam praticamente estáveis entre outubro, novembro e dezembro, enquanto o bom desempenho do segmento de beleza deve contribuir para uma expansão de 100 pontos-base na margem bruta de mercadorias.
O banco estima que as vendas comparáveis estejam estáveis no quarto trimestre, com uma ligeira contração de -0,9% na receita de mercadorias em relação ao ano anterior. Isso pode levar a uma contração de 30 pontos-base na margem Ebitda ajustada, para 23%, e um Ebtida ajustado de R$ 576 milhões.
Para os próximos anos, o banco reduziu suas estimativas de lucro líquido em cerca de 10%, passando a projetar R$ 511 milhões em 2026 e R$ 566 milhões em 2027. Apesar do ajuste, o UBS avalia que as ações da C&A seguem sendo negociadas a múltiplos pouco exigentes, com Preço sobre o Lucro (P/L) de 6,3 vezes para 2026 e 5,7 vezes para 2027.
A instituição considera que a fraqueza do quarto trimestre tem caráter cíclico, e não estrutural, e que a abertura de 10 a 15 lojas, a realização de 20 a 25 reformas, a expansão da capacidade logística e o avanço em iniciativas como a precificação dinâmica podem impulsionar o crescimento da empresa.
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